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MG – Novo modelo de gestão organiza distribuição de medicamentos a municípios mineiros

MG – Novo modelo de gestão organiza distribuição de medicamentos a municípios mineiros

A capacidade em disponibilizar medicamentos para a população mineira vem sendo ampliada nos municípios com apoio do governo do Estado, por meio da chamada Regionalização da Assistência Farmacêutica, novo modelo de distribuição de fármacos.

Quantidade de medicamentos fornecidos aos municípios foi ampliada, passando de 145 itens para 340
Quantidade de medicamentos fornecidos aos municípios foi ampliada, passando de 145 itens para 340

 

Em maio, durante encontro da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), realizado em BH pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/MG), ficou acertada a concretização desse modelo para todos as cidades de Minas. O objetivo é melhorar a logística de entrega dos medicamentos.

A assistência farmacêutica pode ser definida como o conjunto de ações dirigidas à promoção, proteção e recuperação da saúde individual e coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial e visando o acesso e também o uso racional.

Benefício

De acordo com o superintendente de Assistência Farmacêutica, Homero Filho, a regionalização vem, justamente, para organizar a distribuição de remédios que, apesar dos esforços da Secretaria Estadual de Saúde, se mostrava ineficiente.

“Os modelos que estavam colocados nos anos anteriores favoreciam o desabastecimento. Esse novo modelo vem enfrentar essa realidade, primeiramente aumentando a variedade dos medicamentos que os municípios podem obter do Estado, que antes era de 145 itens e agora está sendo ampliada para 340”, explica.

Análise

A gestora de Divisa Nova, no Sul de Minas, Mirian Cristina Figueiredo, ressalta que a Regionalização da Assistência Farmacêutica contribui também para a organização do fluxo.

“Facilitou na organização e na entrega dos medicamentos. Isso porque o contato direto com fornecedores possibilita maior autonomia ao município”, observa.

Ernane Quirino de Oliveira, farmacêutico de Cana Verde, na região Centro-Oeste, destaca que o recebimento dos itens solicitados tornou-se mais ágil.

“Antes, alguns medicamentos levavam de dois a quatro meses para chegar. Agora, com o contato direto com o fornecedor, o processo ficou mais rápido. E isso se reflete em benefício para a população, já que nós passamos a ter uma previsão mais real de quando o medicamento estará disponível”, diz.