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Pará e Rondônia iniciam ações do Projeto Piloto da Anater

Pará e Rondônia iniciam ações do Projeto Piloto da Anater

Ao todo, o projeto vai beneficiar 10 mil famílias e formar 1200 extensionistas em nove estados de todas as regiões do País

Pará e Rondônia iniciam ações do Projeto Piloto da Anater
Pará e Rondônia iniciam ações do Projeto Piloto da Anater

 

Nesta semana, representantes das Emateres dos estados do Pará e Rondônia e a equipe técnica da Agência Nacional de assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) estão elaborando o plano de trabalho do Projeto Piloto da Anater, para prestação de assistência técnica e extensão rural a agricultores familiares nos dois Estados.  Ao todo, o projeto vai beneficiar 10 mil famílias e formar 1200 extensionistas, nos estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo, além do Distrito Federal. Serão investidos cerca de R$15 milhões ao ano, até 2020, divididos proporcionalmente ao número de famílias a serem atendidas.

O presidente da Anater, Valmisoney Moreira Jardim, destaca que o Projeto Piloto será a experimentação dos processos que foram desenvolvidos pela Anater. “O que estamos discutindo aqui vai se tornar uma referência para tudo o que a Anater vai fazer daqui para frente. Nossa expectativa é que o projeto se traduza em melhoria dos aportes de recursos para a assistência técnica e extensão rural, resultando na prestação de serviços com maior abrangência e mais qualidade”, explica.

No planejamento do Plano de Trabalho, as equipes estão definindo a metodologia, as ações a serem desenvolvidas, a participação do controle social, representado pelos Conselhos Estaduais de Desenvolvimento Rural Sustentável, a caracterização das famílias beneficiadas e as metas e indicadores de resultado a serem acompanhados.

O gerente de convênios da Emater de Rondônia, Francisco, de Assis Sobrinho, explica que há uma grande expectativa em relação ao projeto. “Principalmente pela forma como ele está sendo construído, em parceria, onde quem está na ponta, no caso, as Emateres, está participando das discussões. Antes não era assim. Os procedimentos de extensão rural em nível de Brasil sempre foram construídos sem olhar as diferenças regionais. Com esse novo olhar da Anater essa construção tem tudo para ter êxito”, avalia o extensionista.

Francisco explica que em Rondônia são mais de 100 mil famílias que se enquadram como agricultores familiares e o Estado atende cerca de 50% dessas famílias, mas para isso precisa enfrentar diversas dificuldades. “Um dos desafios são os custos. Tudo na Amazônia é mais caro. A locação de um veículo é mais cara, o combustível. Outra dificuldade são as grandes distâncias entre as localidades. Em alguns municípios é preciso rodar mais de 120 quilômetros para chegar a uma família, e isso encarece bastante o serviço”.

O Projeto Piloto vai beneficiar 500 famílias e no estado e, de acordo com Francisco, serão priorizadas aquelas que nunca receberam assistência técnica e que estão em regiões mais distantes dos centros urbanos, onde é mais difícil o acesso. “Essas famílias têm maior dificuldade, muitas com filhos sem documentação pessoal, problemas com regularização das terras, nunca acessaram a nenhum tipo de política pública, e a gente entende que o projeto vai viabilizar o acesso a essas políticas e promover cidadania para essas famílias”.

Já no estado do Pará, o Projeto Piloto vai beneficiar 1000 famílias e, segundo o coordenador de Operações da Emater, Alexandre Galvão, serão priorizadas as famílias que já desenvolvem alguma atividade econômica. “Dentro do universo de famílias que a Emater/PA já trabalha, que são 60 mil famílias, vamos envolver nesse projeto inicial as que já estiverem desenvolvendo alguma atividade, buscando, principalmente, a elevação da condição social dessas famílias, especialmente através da participação em projetos nacionais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), viabilizando a comercialização dos produtos de forma justa e acessível”.

Para o coordenador, da forma como as ações estão sendo propostas pela Anater, será possível fazer o resgate da extensão rural de forma definitiva. “Chegamos a pensar que havia se perdido a esperança, mas esse novo olhar, inclusivo, parceiro, vai promover o resgate da assistência técnica e extensão no País, e isso será um ganho não somente para o agricultor que recebe o benefício, mas também para as instituições de Ater, para os Municípios, Estado, para União. Temos certeza de que estamos fazendo a coisa certa, na hora certa”, conclui.

Por Jerúsia Arruda