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Caixa suspende de novo linha mais barata de financiamento de imóveis

Caixa suspende de novo linha mais barata de financiamento de imóveis

Caixa suspende de novo linha mais barata de financiamento de imóveis
Caixa suspende de novo linha mais barata de financiamento de imóveis

 

Sem dinheiro, a Caixa Econômica Federal suspendeu, novamente, a linha pró-cotista que tem os juros mais baixos para financiamento da casa própria. Alegação: o dinheiro acabou. Essa linha de crédito é destinada a trabalhadores que têm conta no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) há três anos ou mais. Os juros são de 8,6% ao ano, quando os demais clientes do banco pagam, em média, 10,5% anuais.

Segundo o banco, só serão contemplados os clientes que assinarem contratos até 31 de julho ou cujos processos já estejam em andamento. Na linha pró-cotista, o valor dos imóveis não pode passar de R$ 950 mil no Distrito Federal, no Rio de Janeiro, em São Pulo e em Minas Gerais. Nos demais estados, o teto é de R$ 800 mil.

A linha pró-cotista só é mais cara que os financiamentos concedidos por meio do Minha Casa Minha Vida. A Caixa alega que a suspensão dos empréstimos aos trabalhadores se dá “em razão do comprometimento total do orçamento definido pelo Conselho Curador do FGTS”.

A primeira vez que a Caixa suspendeu os financiamentos para a linha pró-cotista foi em abril. Mas, por pressão do banco, em maio, o orçamento foi reforçado em R$ 2,54 bilhões, de R$ 5 bilhões para R$ 7,54 bilhões. Os recursos extras, porém, não foram suficientes para atender a demanda.

Na melhor das hipótese, pode ser que o Conselho Curador faça um novo aporte à linha pró-cotista. No entender de técnicos da instituição, demanda há, mesmo com toda a recessão. Os trabalhadores que adiaram a compra da casa própria por causa da crise, agora, estão se animando a realizar o sonho diante da queda dos preços dos imóveis.

Para o setor da construção civil, é vital que a Caixa mantenha ativas todas as linhas de crédito para a casa própria. Crédito é fundamental para que o mercado consiga sair do atoleiro no qual se meteu nos últimos anos.