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Coluna da Jerusia Arruda – Direto de Brasília

Coluna da Jerusia Arruda – Direto de Brasília

EM CAMPANHA

Enquanto o juiz federal Sérgio Moro aperta o cerco contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, com as investigações da operação Lava-Jato, o petista sai em caravana pelo Nordeste do país, em franca pré-campanha à presidência da República. A romaria começa nesta quinta-feira, partindo de Salvador, com parada em 28 municípios de nove Estados nordestinos. Em cada parada, está programada uma homenagem ao ex-presidente que, apesar de seu otimismo, enfrenta resistência institucional, principalmente por causa da sua condição de condenado pela Lava-Jato.

PACOTE DE APERTO

O governo anunciou, na terça-feira, a revisão da meta fiscal deste ano e do próximo e definiu novas medidas para aumentar a arrecadação e reduzir gastos. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, após adiamentos causados por divergências e pressão política. A proposta do governo, segundo o ministro, é pedir autorização ao Congresso para elevar o déficit das contas públicas para R$ 159 bilhões em 2017 e repetir o valor em 2018, o que significa R$ 20 bilhões a mais neste ano e R$ 30 bilhões no ano que vem. Com as contas no vermelho até 2020, exportadores e fundos pagarão mais tributos, enquanto reajustes de servidores são adiados.

SALÁRIOS PARCELADOS

O governo do Distrito Federal anunciou nesta quarta-feira que estuda a possibilidade de parcelar os salários dos funcionários públicos em setembro. A justificativa do GDF é de que, se pagar a folha cheia, que corresponde a 80% da receita do DF, terá que dar o calote nos fornecedores e prestadores de serviço, cuja dívida gira em torno de R$800 milhões, correndo o risco de ter serviços essenciais interrompidos. O GDF garante que é impossível honrar os dois compromissos se mais recursos não entrarem nos cofres. A decisão sobre o parcelamento será tomada na última semana do mês e apenas servidores da segurança ficarão fora do parcelamento.

BOLSONARO CONDENADO

Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, a condenação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) pelas ofensas dirigidas à também deputada Maria do Rosário (PT-RS). Em 2014, Bolsonaro afirmou que Maria do Rosário não merecia ser estuprada porque ele a considera “muito feia” e a petista não faz o “tipo” dele. Bolsonaro foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, em 2015, a pagar indenização de R$ 10 mil à petista por danos morais, mas recorreu. Ainda segundo a decisão, Bolsonaro deveria se retratar publicamente em jornais, no Facebook e no Youtube. Após a decisão do STJ, Maria do Rosário disse que a condenação é uma “vitória de todas as mulheres brasileiras”. Bolsonaro disse que recorrerá ao STF, onde é réu.

EM VIGÍLIA

Lideranças indígenas e quilombolas de diversas partes do país montaram vigília na noite de terça-feira em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Os grupos pretendem ficar no local até esta quarta (16), quando a Corte deve julgar ações ligadas à demarcação de terras.

A pauta do Supremo inclui processos que tratam tanto dos territórios indígenas – incluindo trechos da Amazônia Legal –, quanto das áreas de populações remanescentes dos quilombos.

 

Jerusia Arruda
Jerusia Arruda