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Caos na Saúde – Milhares de pacientes do SUS ficam sem remédio controlado por falta de receituário controlado

Caos na Saúde – Milhares de pacientes do SUS ficam sem remédio controlado por falta de receituário controlado

O receituário de cor azul é necessário para a obtenção de medicamentos controlados gratuitamente por parte da população e desde do começo do mês  está em falta na rede pública municipal de saúde, por uma falha da secretaria de Saúde.

Caos na Saúde - Milhares de pacientes do SUS ficam sem remédio controlado por falta de receituário controlado
Caos na Saúde – Milhares de pacientes do SUS ficam sem remédio controlado por falta de receituário controlado

 

Nesta segunda-feira (04/09/2017), o Jornal Montes Claros  cobrou novamente da Secretaria de Saúde e da Prefeitura Municipal de Montes Claros providências quanto a aquisição em caráter de urgência dos talonários de receituários azuis.

A negligência da secretaria de saúde vem afetando diretamente a população, principalmente os idosos que é uma das parcelas da população mais afetada, que por não possuir o talonário azul com a assinatura do médico não consegue obter a medicação controlada gratuitamente ou até mesmo comprar os medicamentos especiais.

Diversas pessoas têm procurando desde a última semana o JORNAL MONTES CLAROS para reclamar sobre o assunto, dentre elas o senhor J.S.P de 43 anos.

 – Meus medicamentos são controlados e já acabaram, eu não tenho condições de comprar esses remédios, porque são caros. O pior é saber que estamos pagando por um erro da prefeitura – ressaltou Sr. Joaquim.

– Estou há mais de um mês tentando a receita azul no PSF e não consigo. Relatou a senhora Margarida M. de 53 anos.

 

 

 

Entenda o Caso

A Secretaria de Saúde de Montes Claros, fiz um pregão para adquisição das receitas, que nunca chegou a ser concluído.

A falha adquisição das receitas, vem impedindo que os  médicos responsáveis pelos PSF`s , o recebimento do talonário de receitas azul. Sendo assim o usuário ao procurar o PSF não consegue adquirir a receita com carimbo do médico ficando impossibilitado de comprar ou receber gratuitamente seu medicamento.

– É um absurdo vermos ainda erros como este, onde a população que mais necessita é a primeira a pagar pelo desleixo dos órgãos competentes. Estamos cobrando uma solução e uma explicação imediata sobre a aquisição dos receituários azuis – disparou um dos usuários das receitas de uso controlado.

Diversas pessoas em conversa com  a reportagem do Jornal Montes Claros ressaltam que estão sendo bem tratados nos PSF’s e os isentam de culpa pela falta do receituário.

O problema é da secretaria municipal de Saúde pela falta de adquisição das receitas.

Mais outro problema:

Em um jogo de empurra empurra, a prefeitura de Montes Claros diz através da Secretaria Municipal de Saúde que, no mês de agosto/2017, foram disponibilizados, pela Superintendência Regional de Saúde, apenas 127 refis e 5 frascos de insulina Glargina, insuficientes para atender a demanda do município, de 219 refis e 84 frascos, necessários para atender os 129 usuários cadastrados que dependem desse produto.


É importante salientar que a distribuição da insulina Glargina é de responsabilidade exclusiva da Secretaria de Estado de Saúde, cabendo à mesma a análise, aprovação e aquisição do referido medicamento, ficando a Secretaria Municipal responsável apenas pela distribuição do medicamento para os usuários cadastrados.

Segundo a prefeitura, “após contato, a Superintendência Regional de Saúde não informou uma data para a chegada dessa insulina, fato que deixa a Administração Municipal apreensiva”.

O município lamenta a situação e informa que tem cobrado insistentemente da Secretaria de Estado as doses necessárias e tão logo o fornecimento seja regularizado os usuários receberão o medicamento.

Crianças ficam sem vacina

Em um mais empurra – empurra, a Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros informa que o abastecimento da Vacina Oral contra o Rotavírus Humano está atualmente interrompido na cidade, devido à falta do medicamento no Estado.

A Secretaria destaca que a produção da vacina é de responsabilidade do Ministério da Saúde, que realiza o repasse da mesma às secretarias estaduais de Saúde, que por sua vez as distribuem para os municípios.

A Vacina Oral contra o Rotavírus Humano previne a gastroenterite nos bebês e é recomendada para crianças de 2 a 4 meses.

Como o Município apenas redistribui a vacina, lamenta esta situação e informa que, tão logo o fornecimento da vacina seja regularizado, o medicamento será prontamente repassado para a população.