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Enem 2017 - Especialistas apontam temas prováveis da redação do Enem

Enem 2017 – Especialistas apontam temas prováveis da redação do Enem

Enem 2017 – Especialistas apontam temas prováveis da redação do Enem

Se existe algo que frequentemente está na cabeça dos estudantes que estão se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a curiosidade de saber qual será o tema da redação.

Enem 2017 - Especialistas apontam temas prováveis da redação do Enem
Enem 2017 – Especialistas apontam temas prováveis da redação do Enem

 

O instrutor de português do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Minas Gerais (Senac-MG), Elieverton dos Santos, destaca a relevância de acompanhar assuntos mundiais. “É importante estar atento a notícias como a imigração dos haitianos, as migrações na América Latina e os refugiados na Europa. Também é preciso ter atenção às reivindicações dos movimentos populares, principalmente nas lutas por direitos e igualdades, e na questão racial e de gênero”, avalia. “É necessário, ainda, saber sobre a prevenção ao suicídio e a prática de bullying e cyberbullying, tópicos que ganharam destaque recentemente”, completa.

O professor de redação do cursinho Pré-Federal, Lucas Willian Oliveira Marciano, tem avaliação semelhante. Ele destaca que problemas como angústia, ansiedade, depressão e suicídio ganharam relevância e podem ser cobrados. “Para se ter uma referência sobre o que pode estar na prova, é importante analisar o que aconteceu no último ano, as discussões que mais apareceram e o que a sociedade anda debatendo nos últimos meses”, recomenda. O professor argumenta que assuntos relacionados às minorias sociais, como índios, população em situação de rua e a causa Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) são sempre fortes candidatas a figurar no exame.

Orientações. A mineira Samanta Gabriela Ferreira, 23, foi uma das 77 pessoas que obtiveram nota máxima na redação em 2016. Ela ressalta que os participantes devem ficar atentos. “É bom dar um enfoque nas matérias de humanas, como história, sociologia, filosofia e geografia, visando abranger as áreas de conhecimento e poder aplicar esses pontos com propriedade”, aconselha.

Para ela, o treino é indispensável, principalmente nos quesitos em que o estudante tem mais dificuldade. “Eu fazia duas redações por semana, uma tradicional do cursinho e a outra obrigatória nos simulados”, conta. Samanta lembra ainda que muitos vestibulandos conhecem ou decoram frases de filósofos, mas não conseguem fazer o relacionamento disso com outras áreas ou com dados estatísticos.

A coordenadora pedagógica do Colégio São Paulo da Cruz, Elisabeth Alves da Silva, conta que a instituição oferece uma série de opções para os estudantes se prepararem para a redação. “Os alunos participam de discussões, seminários, realizam pesquisas e fazem debates acerca dos temas da atualidade de forma interdisciplinar, com a contribuição dos professores da área de humanas”.

Ainda de acordo com ela, esses temas são utilizados na produção de textos ao longo do ano. “Acreditamos que essa prática amplia conhecimento, forma opinião e, juntamente com o conhecimento dos mecanismos linguísticos, fornece maior domínio e segurança para desenvolver seu texto”, explica.

Já o instrutor de português do Senac-MG defende que é fundamental que o aluno organize o tempo para fazer a redação, reservando pelo menos uma hora para a tarefa. “É importante que se faça um rascunho, separando os argumentos e ideias”, diz.

Marciano propõe que o estudante leia o texto motivador e depois anote as ideias relacionadas ao tema. “Não recomendo escrever imediatamente. Primeiramente, é melhor fazer um esqueleto e, em seguida, ir para a prova objetiva, pois pode aparecer algum outro texto que pode ajudar ou complementar o que você já está pensando”, diz.