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Banda de Heavy Metal, Judas Priest lança seu melhor disco desde ‘Painkiller’

Banda de Heavy Metal, Judas Priest lança seu melhor disco desde ‘Painkiller’

Presentes no taoísmo – uma tradição filosófica e religiosa chinesa –, o Yin e o Yang são conceitos que expõem a dualidade de tudo no universo. Nos dias de hoje, adentrando o campo do heavy metal, é bem capaz que os fãs do Judas Priest se sintam momentaneamente inseridos nessa doutrina ao fim da audição do 18º e recém-lançado disco do grupo inglês, “Firepower”. Isso porque juntamente com a satisfação que possam vir a ter por conta de um disco digno das tradições da banda – o melhor desde o clássico “Painkiller” (1990) –, tende a haver um sentimento de lástima.

O vocalista Rob Halford e o guitarrista Glenn Tipton ajudaram a forjar mais um disco com o selo de qualidade Judas Priest
O vocalista Rob Halford e o guitarrista Glenn Tipton ajudaram a forjar mais um disco com o selo de qualidade Judas Priest

 

Os riffs de guitarra contidos já nas duas primeiras canções – a faixa-título e “Lightning Strike” – funcionam como um belo cartão de visitas, mas também trazem à tona uma triste realidade: o icônico Glenn Tipton não subirá aos palcos para reproduzi-los. Diagnosticado com doença de Parkinson há quatro anos – apesar de a enfermidade estar presente em seu corpo há dez –, o guitarrista tem dificuldades para executar as músicas do Priest e, por conta disso, foi oficializada sua ausência da turnê de divulgação do álbum.

Em comunicado divulgado recentemente, Tipton disse, porém, que há uma pequena chance de ele próprio, esporadicamente, participar de algumas músicas em ocasiões futuras. E aproveitou a deixa para desejar boa sorte a Andy Sneap, co-produtor (ao lado de Tom Allom) e engenheiro de som (juntamente com Mike Exeter) do mais recente disco e guitarrista substituto na turnê.

“Novo clássico”. “Firepower” é daqueles discos que, daqui cinco ou dez anos, será apontado como um clássico da banda. Ou, como muitos gostam de dizer, “já nasceu clássico”. E os “culpados” disso são Tipton, o vocalista Rob Halford e o guitarrista Richie Faulkner – creditados como compositores e arranjadores de todas as 14 músicas do play –, além do baixista Ian Hill – único membro da formação original presente até hoje – e o baterista Scott Travis, que esbanjaram técnica e feeling nas gravações.

O álbum também pode ser considerado o melhor e mais bem produzido desde o retorno de Halford, após “Angel of Retribution” (2005) e “Nostradamus” (2008) – que não caíram tanto nas graças dos fãs – e do ótimo “Redeemer of Souls” (2014). E o vocalista dá um show à parte. Como a lógica do vinho, de que quanto mais velho melhor, Halford demonstra um trabalho superior aos três discos anteriores. Faixas como “Evil Never Dies”, “Necromancer” e “Traitors Gate” são boas mostras de sua vitalidade e seu senso melódico.

Em seu segundo disco seguido com o Priest, Faulkner se mostra muito mais adaptado, com direito a virtuosismo nos solos, enquanto Hill e Travis, como sempre, exibem competência, cimentando o caminho para os dois guitarristas e Halford brilharem em um álbum de extremo bom gosto e de um nível que bandas como Iron Maiden e Queensrÿche, infelizmente, não fazem há muito tempo. Mas, como o Yin-Yang, existe o Judas Priest para equilibrar esse jogo.

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