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Libertadores 2018 – Com expulsão injusta de Dedé, Cruzeiro é derrotado pelo Boca na Argentina

“Eles começaram a gritar e as paredes tremeram”. A frase de Ayala acompanhou a trajetória do Cruzeiro até a subida para o gramado de La Bombonera. Um terreno hostil e hipnotizante. O canto, como que um convite ao encantamento, invade a mente.

Libertadores 2018 - Com expulsão injusta de Dedé, Cruzeiro é derrotado pelo Boca na Argentina

 

Uma olhada e os pensamentos já se perdem. A intimidação que faz do Boca um ardiloso rival. A Raposa provou desse veneno na noite de ontem, na derrota por 2 a 0 para o Boca, no jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores. Mais do que uma batalha psicológica, encarar os “Xeneizes” exige do desafiante o famoso erro zero. E, convenhamos, é difícil jogar contra os argentinos, ainda mais quando a arbitragem de forma bisonha resolve interferir.

Em partidas com pouquíssimas janelas de conclusão, como a de ontem, erros dos homens de amarelo fazem uma diferença mortal. A expulsão de Dedé, mesmo que o time estivesse atrás no marcador, desmontou o Cruzeiro, que acabou abatido com o segundo gol. Um pecado.

Caberá ao time celeste a tentativa de inverter o resultado no próximo dia 4 de outubro. Uma parada torta. Mas o Cruzeiro está acostumado. É contra tudo e contra todos. O Mineirão vai pulsar ainda mais que La Bombonera.

O JOGO

A ausência de um Arrascaeta talentoso limitou a criação que é peculiar ao Cruzeiro em jogos deste porte. Faltava um escape, um último passe mais qualificado e prender a bola com mais eficiência no ataque. Detalhes como erros de passes que proporcionaram ao Boca espaços. Um jogo de cartas marcadas. Pavón, Zárate, Benedetto… Atletas que com brechas são danosos. Foi o que aconteceu aos 34 min da primeira etapa. Pérez recebeu na entrada da área e enfiou para Zárate. Nas costas da defesa do Cruzeiro, o camisa 19 teve tranquilidade para tocar na saída de Fábio. O placar estava aberto.

Com um gol atrás no marcador, era preciso ao Cruzeiro evitar qualquer princípio de desespero para não se tornar uma presa fácil. A que peso o desempenho oscilante de nomes como Egídio, Edilson e Lucas Silva, o Cruzeiro conseguiu manter-se, em tese, organizado. A segunda etapa apresentou nos minutos iniciais uma Raposa envolvente. Tendo chances com Thiago Neves, que perdeu o timing da cabeçada, e depois uma claríssima com Rafinha. No lance, a bola foi tirada em cima da linha por Barrios.

O jogo transcorria de maneira corriqueira até que o paraguaio Eber Aquino resolveu estragar o espetáculo. Em um choque totalmente acidental de Dedé com o goleiro Andrada aos 24 min da etapa final, o árbitro resolveu consultar o VAR. Na revisão da jogada com o uso da tecnologia, eis que a absurda marcação aconteceu. O paraguaio, incrivelmente, entendeu a jogada como intencional e expulsou o zagueiro cruzeirense. Uma decisão bisonha e que contraria os princípios do vídeo.

Com um a menos e ainda sem a reposição de um zagueiro, com Henrique improvisado ao lado de Léo, o Cruzeiro sofreu o que não poderia sofrer: um segundo gol. Ele veio aos 36 min, Edilson afastou mal e bola sobrou para Pérez, que chutou de primeira, no ângulo direito de Fábio. Só depois Mano recompôs o sistema defensivo com a entrada de Manoel na vaga de Rafinha, muito mal em campo. Mas o placar estava definido.

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