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Dengue tipo 2 aumenta riscos

Dengue tipo 2 aumenta riscos

A chegada da temporada de chuva associada às altas temperaturas deixa Minas em alerta contra o Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya. Não bastasse o ambiente propício para a proliferação do mosquito causador das doenças, um vírus que estava com baixa circulação no Estado desde 2010 voltou a atacar, preocupando ainda mais as autoridades.

Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya.
Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya.

 

De janeiro até ontem, quase 25 mil casos de dengue e oito óbitos foram registrados no território mineiro. O número de mortes pode crescer, uma vez que outras dez são investigadas.

O temor pelo salto na quantidade de doentes é reforçado por conta da reintrodução do sorotipo 2 da dengue. Com contato reduzido com o vírus nos últimos oito anos, a população fica mais suscetível à contaminação.

“Não conseguimos prever como será este novo ciclo, mas vimos um aumento nos casos em algumas regiões e o índice de infestação está elevado em muitos municípios”, explica Márcia Ooteman, coordenadora do Programa Estadual de Controle das Doenças Transmitidas pelo Aedes aegypti.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam Mamonas e Botumirim, no Norte de Minas, com a situação mais crítica. Os municípios registraram, nas últimas semanas, 17 e 12 casos da doença, respectivamente. Mas quando analisados em comparação com o número da população, esses dados representam uma incidência preocupante.

Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde da Secretaria Regional de Montes Claros, Waldemar Rodrigues, na última semana foram realizados diversos encontros com representantes de todos os 53 municípios de responsabilidade da regional.

COMBATE

“As cidades ficaram responsáveis por elaborar um plano de contingência para combate à dengue. À medida que surgem novos casos, as cidades precisam assumir novas ações”, ressaltou.

Ele disse ainda que supervisores visitam os municípios e auxiliam na orientação dos trabalhos in loco.

Waldemar afirmou que Mamonas atingiu um alto índice e, com isso, foi enviado até a cidade o caminhão para tratamento a Ultrabaixo Volume (UVB), conhecido como fumacê. O caminhão também foi encaminhado para a zona rural de Botumirim.

“Mamonas foi diferente de quando antecede o período de chuva. Acontece que, com a seca, as pessoas começaram a armazenar a água em tambores e caixas d’água, o que gerou o problema. É diferente. Agora a falta de chuva causou todo esse problema”.

AÇÕES

Ampliar o funcionamento dos postos de saúde e o acesso a exames clínicos, nas cidades, são propostas avaliadas pelo Estado para minimizar os efeitos de um possível surto. A ideia é que as unidades sejam abertas 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.

Além disso, a SES recomendou às prefeituras a revisão dos planos de enfrentamento das doenças. “São ações rotineiras de vistorias nas casas seis vezes por ano e identificação do sorotipo em circulação, além da assistência aos pacientes com exames clínicos”, frisou Márcia Ooteman.

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