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Sair do Facebook aumenta bem-estar e reduz estresse


Sair do Facebook aumenta bem-estar e reduz estresse

Você se sentiria melhor se ficasse sem acessar o Facebook por um tempo? Sim, responde uma pesquisa feita pela Universidade de Nova York com 2.884 usuários. Os cientistas concluíram que abandonar a rede social por apenas um mês pode aumentar o bem-estar e diminuir o estresse.

Mais tempo. Cientistas observaram que, ao largar o Facebook, a pessoa ganhou uma hora a mais no dia
Mais tempo. Cientistas observaram que, ao largar o Facebook, a pessoa ganhou uma hora a mais no dia

 

Esse abandono temporário levou as pessoas a passarem mais tempo offline, assistindo à TV e se socializando; reduziu seus conhecimentos sobre eventos atuais e polarização de visões políticas; e provocou uma melhora pequena, mas significativa, na felicidade e satisfação com a própria vida.

Esses são os benefícios experimentados pelo músico Álvaro Thiago, 31. Há seis meses, ele só acessa o Facebook pelo computador. “Eu não tinha vida. Acordava e dormia checando o Facebook. Comia, tomava banho e trabalhava acessando de minuto em minuto. Vi que a situação estava perigosa quando deixei de dormir de noite para ficar logado”, conta.

A proposta

Na pesquisa, os usuários disseram o valor pelo qual aceitariam desativar seus perfis durante quatro semanas – período que terminaria após as eleições parlamentares dos EUA, em novembro de 2018.

Aproximadamente 60% deles responderam que deixariam suas contas por US$ 102 (R$ 373,70). Em seguida, esse grupo foi dividido em dois: metade foi paga para desativar os perfis, metade não. Todos responderam a uma série de perguntas sobre como se sentiam na rede e ao sair dela, e como isso afetava suas vidas.

Apesar do pouco tempo, os que desativaram suas contas pareceram aproveitar muito mais a vida. Mostraram-se menos tristes e ansiosos, e mais felizes e satisfeitos com suas vidas.

Abandonar o “mundo de Mark Zuckerberg” também fez com que essas pessoas prestassem menos atenção na política. Os usuários pagos para deletar seus perfis deram menos respostas corretas a perguntas sobre notícias recentes e tinham menos tendência a dizer que seguiam as novidades sobre política.

Outro benefício identificado é que a desativação liberou, em média, uma hora do dia para os participantes. E aqueles que deram um tempo continuaram a usar a plataforma com menos frequência, mesmo após o término do experimento.

“O Facebook e outras empresas de mídia social foram malsucedidas por supostamente nos tornar mais polarizados, deixando-nos deprimidos, tornando-nos viciados, e queríamos testar rigorosamente se isso é realmente verdade”, afirmou Hunt Allcott, professor de economia da New York University, principal autor do estudo, ao “The Washington Post”.

Agora, os pesquisadores querem saber se as notícias na mídia social são mais ou menos polarizadoras do que aquelas consumidas nas mídias tradicionais.

Excesso pode ser sinal de síndrome

Olhar o Facebook de cinco em cinco minutos até que não tenha mais novidades como mensagens e publicações pode ser sinal de FoMO. A sigla é usada para a síndrome “Fear of Missing Out” (medo de estar perdendo algo, em português).

Descrita pela primeira vez em 2000, ela é um dos principais sinais de que alguém está viciado em redes sociais. A FoMO pode ser definida como o medo de que outras pessoas tenham boas experiências que o usuário não tem. Esse receio incentiva a ficar sempre conectado para saber de tudo e compartilhar novidades com os outros.

Em muitos casos, essas pessoas têm uma postura mais distraída, seja ao conversar pessoalmente com alguém em casa, durante as aulas e em reuniões.

Porém, situações mais graves podem acontecer. “Quantas vezes não vimos pessoas que se feriram ou morreram em acidentes porque usavam o celular ao volante. Tudo isso apenas para registrar o momento em fotos e vídeos?”, indaga a psicóloga comportamental Teresa Simões.

Segundo a especialista, ao longo do tempo, a pessoa apresenta problemas comportamentais e emocionais. “Ela passa a ter mau humor, ansiedade, estresse, tédio e solidão. Nos casos mais extremos, o medo pode causar depressão”, alerta.

Mundial

Números. Dados atualizados em 2018 mostram que, em todo o mundo, há 2,3 bilhões de usuários do Facebook. E o tempo gasto por dia, em média, é de 50 minutos por pessoa.

Desvantagens

Segundo um estudo da Universidade de Houston, quando navegam no Facebook, os usuários são expostos a comparações o tempo todo, o que potencializa o desenvolvimento da depressão.

Outra pesquisa da mesma universidade mostra que aqueles usuários que já têm depressão correm mais riscos de ter o potencial da doença aumentado.

Pesquisadores da Universidade Edinburgh Napier, na Grã-Bretanha, descobriram que as situações que mais geram estresse no Facebook são ter que responder mensagens rapidamente (63%); sentir ansiedade se não acessar a rede (22%); e receber novos pedidos de amizade (12%).

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