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Entenda o que é refinanciamento imobiliário

Entenda o que é refinanciamento imobiliário

O número de pessoas endividadas no Brasil surpreende. De acordo com uma reportagem do Estadão, nosso país tem mais de 60 milhões de inadimplentes. É um número semelhante ao de pessoas que vivem na Itália, por exemplo. Nesses casos, o refinanciamento imobiliário pode ser uma solução.

Entenda o que é refinanciamento imobiliário

O problema é que muitas pessoas ainda não entendem do que se trata essa modalidade de crédito, confundindo-a com a hipoteca ou com uma revisão do contrato do financiamento.

Para ajudá-lo a entender melhor este assunto, publicamos este artigo. Leia-o para entender o que é refinanciamento imobiliário e descobrir se essa é a melhor opção para o pagamento da sua dívida.

O que é o refinanciamento imobiliário?

Muitas pessoas acham que os juros de um empréstimo são calculados sem nenhum critério. Isso não é verdade. Quanto maior o risco de inadimplência, mais altos serão os juros cobrados. Isso acontece para que o banco evite prejuízos nessa operação financeira.

Portanto, quando uma pessoa oferece um bem como garantia, esse risco diminui, reduzindo a taxa de juros. O refinanciamento imobiliário é exemplo disso.

O cliente oferecerá o seu imóvel (que pode ser casa, apartamento ou terreno) como garantia de um empréstimo. O banco avaliará a propriedade e concederá o dinheiro para o interessado. Normalmente, o valor do empréstimo corresponde a 60% do preço de mercado do imóvel.

Quais são as vantagens do refinanciamento imobiliário?

A principal vantagem é o valor da taxa de juros. Para que você consiga comparar: os juros médios cobrados em um empréstimo pessoal — aquele que você pode solicitar direto no caixa eletrônico — chega a 5% ao mês.

Já a taxa de juros de um refinanciamento imobiliário tem valor médio de 1% ao mês. Sendo assim, é muito mais barato refinanciar o seu imóvel do que fazer um empréstimo pessoal.

Outro ganho é o prazo para pagamento. O limite de pagamento do crédito pessoal é mais curto. Isso faz com que o cliente corra muito risco de perder o controle e se tornar inadimplente, já que além de mais caro, esse produto financeiro exige pagamento mais rápido.

Enquanto isso, o refinanciamento imobiliário pode ser quitado em cerca de 20 anos, dependendo do valor emprestado.

Além disso, essa modalidade de crédito pode aceitar negativados, sendo uma alternativa para amortizar outras dívidas, reduzindo o impacto delas no seu orçamento.

O que não é refinanciamento imobiliário?

O refinanciamento imobiliário não é a mesma coisa que uma hipoteca, pois, ainda que sejam modalidades de crédito que aceitam bens imobiliários como garantia, a hipoteca está em desuso.

Isso porque os bancos tinham dificuldades em recuperar os imóveis quando o cliente não pagava o empréstimo. Isso fazia com que processos judiciais fossem iniciados, tornando a hipoteca pouco eficiente para evitar prejuízos.

No refinanciamento imobiliário, o imóvel sofrerá com a alienação fiduciária. Isso quer dizer que será incluída uma informação na matrícula da propriedade, informando que o banco terá autoridade para vendê-la, caso o atual dono não honre com as suas obrigações financeiras.

É importante esclarecer que, para recorrer a um refinanciamento imobiliário, o interessado deve ser proprietário do imóvel. Para isso, não basta ter um contrato de compra e venda assinado, pois esse documento não garante propriedade.

Outra dúvida comum é acreditar que o refinanciamento imobiliário é uma revisão contratual de um financiamento corrente. Isso não é verdade e essa dúvida acontece porque os nomes são semelhantes.

Você até pode refinanciar um imóvel que ainda está sendo pago, desde que ele esteja quase quitado.

Quais as desvantagens do refinanciamento imobiliário?

A principal desvantagem é que ele pode não ser muito vantajoso se a sua propriedade não tiver um valor de mercado interessante, como casas que estão localizadas em cidades muito pequenas, por exemplo.

Como vimos, o refinanciamento imobiliário é uma modalidade de crédito que pode ajudá-lo a amortizar as suas dívidas de forma muito mais econômica do que recorrer a um empréstimo pessoal.

Não se esqueça de que para evitar prejuízos, você deve comprometer no máximo um terço da sua renda no pagamento das mensalidades do seu empréstimo.

Ademais, é interessante entender que o dinheiro do refinanciamento imobiliário costuma ser liberado em 20 dias. Então, se você tem pressa para amortizar as suas dívidas, é necessário fazer uma simulação de crédito com antecedência.

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