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Norte de Minas – Água já é racionada no Norte de Minas

Norte de Minas – Água já é racionada no Norte de Minas

Norte de Minas – A seca já pesa na rotina dos moradores do Norte de Minas. Embora o início do período da estiagem seja 1º de agosto, vários municípios já sentem os efeitos da falta de chuva. Quatro municípios da região atendidos pela Copasa tiveram o racionamento implementado. O próxima na lista da empresa é Taiobeiras.

A seca já pesa na rotina dos moradores do Norte de Minas. Embora o início do período da estiagem seja 1º de agosto, vários municípios já sentem os efeitos da falta de chuva.
A seca já pesa na rotina dos moradores do Norte de Minas. Embora o início do período da estiagem seja 1º de agosto, vários municípios já sentem os efeitos da falta de chuva.

 

A Copasa informou que já realizou a comunicação prévia da adoção da medida na cidade de aproximadamente 33 mil habitantes à Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG).

Com Taiobeiras, o número de cidades atendidas pela Copasa no Estado que estão enfrentando o racionamento de água chega a nove – aumentando para cinco apenas no Norte de Minas, que já conta com Capitão Enéas, Cristália, Divisa Alegre e Brasília de Minas com restrição de abastecimento.

A situação é considerada alarmante em outras regiões do Estado, mas o Norte e os vales do Jequitinhonha e Mucuri são sempre os mais afetados.

Neste ano, a seca já obrigou 177 municípios mineiros a decretar situação de emergência antes mesmo do início do período de estiagem. Metade deles está no Norte do Estado.

O número supera em quase 80% os registros do ano passado, quando cem cidades enfrentaram o problema.

A situação coloca em risco não apenas o abastecimento de água para consumo humano, mas também a agricultura familiar, que é fonte de sustento para milhares de pessoas em cidades da região.

Em Januária, quatro caminhões-pipa atuam diariamente para suprir a demanda das áreas mais críticas. Segundo o prefeito Marcelo Félix, que também é presidente da Associação de Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), a situação tem se agravado nos últimos sete anos. “Sem recuperação do lençol freático ao longo do tempo, os poços artesianos começaram a ficar sobrecarregados. Se o caminhão para de rodar, muita gente passa sede”, afirma o prefeito.

SEM INFORMAÇÃO

O prefeito de Taiobeiras, Danilo Mendes (PSDB), afirmou que ainda não foi informado sobre a implantação do racionamento pela Copasa. Disse ainda que não tem recebido reclamações da população sobre desabastecimento. “Sempre quando existe algo nesse sentido somos informados, mas ainda não fui informado sobre o racionamento. A cidade segue com a rotina normalmente”, disse.

A Copasa informou, em nota, que a empresa iniciou o racionamento como “medida contingencial” e que orienta moradores “como forma de conscientizá-los nos períodos de estiagem”.

Lidar com o racionamento faz parte da dura rotina dos moradores de Capitão Enéas há pelo menos dois anos. A água, segundo a assessoria da prefeitura local, é disponibilizada pela Copasa dia sim dia não.

Por meio de um caminhão-pipa, disponibiliza água potável para consumo humano e não potável para animais e plantas aos produtores rurais. Ainda de acordo com a assessoria, a Defesa Civil realiza constantemente a doação de água mineral para as famílias carentes.

SAIBA MAIS

Restrição de abastecimento é descartada em MOC

Após sofrer com racionamento por quase três anos, Montes Claros não deve fazer parte da lista de cidades com restrições no abastecimento de água. De acordo com a Copasa, considerando as atuais capacidades de produção dos mananciais que atendem o município, está descartada a necessidade de racionamento neste ano.

Das cincos fontes de produção de água que abastecem Montes Claros, apenas o Sistema Verde Grande possui reservatório de armazenamento, que é a barragem Juramento. O nível atual deste barramento é de 26,13% da capacidade.

No entanto, na última sexta-feira, cerca de 100 mil pessoas ficaram sem água na cidade. Em algumas casas, o abastecimento só foi restabelecido na tarde de domingo. A Copasa informou que o fato ocorreu por conta de um rompimento na adutora localizada na comunidade de São João da Vereda, responsável pelo transporte da água captada no rio Pacuí para abastecimento de Montes Claros.

Por Carlos Castro Jr. do Portal O Norte