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Conheça os sistemas de financiamento SFI e SFH

Tudo o que você precisa saber sobre o Sistema de Financiamento Imobiliário e o Sistema Financeiro de Habitação

Se você está planejando comprar um imóvel, o primeiro passo deve ser buscar informações sobre o mercado, as modalidades de financiamento, as oportunidades disponíveis e o contexto econômico.

Todas essas informações permitem ao consumidor ter um panorama mais completo sobre o mercado imobiliário e as ofertas que mais se adaptam àquilo que ele está procurando.

O SFI e SFH são dois sistemas de financiamento amplamente utilizados no Brasil e com os quais o consumidor se depara durante a escolha de um financiamento. Conhecê-los é um passo importante no processo de aquisição de um imóvel por meio de um financiamento.

O que é SFH?

Antes de entender os conceitos e as principais características do SFH e SFI, é importante contextualizar um sistema financeiro. O objetivo tanto do SFH quanto do SFI é estabelecer regras para as empresas que oferecem crédito durante a concessão de financiamentos, visando proteger tanto o consumidor quanto o mercado financeiro.

Dito isso, o Sistema Financeiro de Habitação, ou simplesmente SFH, foi implementado em 1964 e é uma modalidade muito utilizada no Brasil. Ela usa como base os fundos de poupança para compra e construção de imóveis próprios.

O SFH foi criado com o objetivo de ajudar pessoas de baixa renda a adquirirem a casa própria. Por isso, entre suas características está a possibilidade de usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na compra do imóvel, bem como a incidência de taxas de juros mais baixas.

No SFH, as taxas são mais baixas porque os recursos financeiros vêm de fontes mais baratas, como, por exemplo, a caderneta de poupança. Entretanto, é importante saber que existem regras para se enquadrar no SFH. Conheça algumas das principais:

  • não é permitido que o contratante tenha outro financiamento no mesmo regime;
  • caso opte pela utilização saldo do FGTS para pagar uma parcela do imóvel, o contrato CLT do FGTS precisa ter três anos de duração e corresponder a 10% do valor final do imóvel;
  • o contrato de financiamento não pode ultrapassar 80% do valor do imóvel;
  • o imóvel não pode ultrapassar o valor de R$  1,5 milhão; e,
  • o prazo máximo é de 35 anos, sendo que o contratante precisa estar com o nome limpo.

Uma das vantagens do SFH é o recebimento dos recursos financeiros instantaneamente. Nesta modalidade está inserido o programa Minha Casa Verde Amarela, um dos mais populares do Brasil.

O que é SFI?

O Sistema de Financiamento Imobiliário, ou SFI, foi criado em 1997 e é utilizado para as linhas de crédito com valor superior a  R$1,5 milhão ou que não se enquadram nos critérios do sistema anterior.

Desta forma, entram neste sistema todos os financiamentos que não se enquadram no SFH, seja pelo valor, pela característica ou pela localização. O SFH não abrange imóveis comerciais, em zona rural e localizados fora da região onde o contratante reside ou trabalha.

Por isso, uma das vantagens do SFI é que o interessado pode adquirir mais de um imóvel utilizando o sistema. A propriedade também não precisa ser utilizada exclusivamente com o fim residencial.

Qual a diferença entre SFI e SFH?

Como explicamos acima, tanto o Sistema Financeiro Imobiliário quanto o Sistema Financeiro de Habitação são meios que podem ser utilizados para aquisição de imóveis.

A principal diferença entre os dois sistemas é o valor máximo que pode ser financiado. Entretanto, características do imóvel e restrições do SFH podem acabar levando o consumidor a utilizar o SFI.

O SFH possui normas e pré-requisitos mais restritivos, enquanto o SFI é mais flexível, permitindo um nível maior de negociação.

Via de regra, se o imóvel se enquadra no SFH, ele pode ser a melhor alternativa. Contudo, se o imóvel não atender aos requisitos do SFH, é necessário fazer uma pesquisa junto ao mercado e avaliar os custos dos outros financiamentos disponíveis.

Além de avaliar o SFH e SFI, o consumidor que está procurando um financiamento deve ficar atento a outro aspecto importante deste tipo de negociação: o Custo Efetivo Total (CET). Conhecer esse valor pode fazer toda a diferença na hora de avaliar quanto vai custar o seu financiamento.