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Refinanciamento imobiliário: veja como funciona esse tipo de empréstimo

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Saiba tudo sobre o refinanciamento imobiliário, essa modalidade de empréstimo na qual o imóvel é apresentado como garantia do pagamento

Quando precisamos de dinheiro e procuramos opções que possam nos ajudar nesse sentido, o primeiro recurso que nos vem à mente é sempre o empréstimo, não é mesmo?

Existem muitas instituições e categorias disponíveis que esta modalidade oferece, e o refinanciamento de imóvel é uma delas.

Para entender melhor sobre o tema, descobrir como fazer esse tipo de empréstimo e saber como funciona o refinanciamento de imóvel, no qual o bem pode ou não estar quitado, acompanhe esse artigo que preparamos com todas as informações que você precisa.

O que é e como funciona o refinanciamento imobiliário?

O refinanciamento imobiliário, também conhecido como home equity, é um processo relativamente simples. Funciona como um empréstimo pessoal em que o imóvel é apresentado como garantia do pagamento das prestações do crédito concedido.

Em caso de inadimplência, o imóvel poderá ser leiloado pela instituição financeira que concedeu o crédito. Entretanto, se o compromisso for honrado, após todas as parcelas serem pagas, o imóvel volta a ser do solicitante do crédito.

Para contratar, o consumidor deve entrar em contato com a instituição financeira que oferece esse tipo de empréstimo. Hoje, além dos bancos tradicionais, fintechs e bancos digitais também trabalham com esse tipo de operação.

Em média, o valor liberado gira em torno de 60% do valor do móvel, porém, a depender das condições do negócio esse número pode chegar até 75% do preço total do bem.

No caso do imóvel não quitado, as prestações restantes do financiamento, também entram no processo de avaliação, ou seja, também serão calculadas. Diante disso, o imóvel será quitado na operação de crédito para que a documentação fique em ordem, possibilitando que o cliente contrate o refinanciamento em seu nome.

O refinanciamento imobiliário é confiável?

Sim. Mas, por não ser um tipo de concessão de crédito tão conhecido como o empréstimo pessoal ou consignado, por exemplo, pode fazer com que algumas pessoas fiquem com um certo receio dessa modalidade.

Além de confiável, o refinanciamento imobiliário pode ser uma excelente opção para quem precisa de uma quantia considerável de dinheiro para pagar a longo prazo e com juros baixos, mesmo para os negativados.

As taxas de juros dessa modalidade de empréstimo ficam entre 0,90% e 1,25% ao mês nos grandes bancos do país, o prazo de pagamento pode chegar a 240 meses (20 anos) e o valor mínimo liberado gira em torno de R$ 40 mil.

Embora o refinanciamento imobiliário seja confiável (prova disso é que a modalidade registrou aumento de 32% no primeiro trimestre de 2021), de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip), as pessoas precisam de um planejamento muito bem elaborado para evitar riscos de perder o imóvel.

Fazendo uma rápida comparação com outras modalidades de empréstimos, podemos notar a ampla diferença entre as taxas de juros praticadas. Veja, a seguir:

  • a taxa de juros do empréstimo consignado hoje, dependendo da instituição financeira, é de 2,39% ao mês;
  • o empréstimo pessoal gira em torno de 5,71% ao mês dependendo do banco;
  • o cheque especial tem juros médios de 12,30%.

Quais os requerimentos para refinanciar um imóvel?

Primeiramente, o indivíduo precisa ser dono de um imóvel, ou seja, ter uma propriedade em seu nome devidamente regularizada.

Não é suficiente ter somente a escritura, é fundamental também possuir a matrícula do imóvel, uma vez que sem ela não é possível comprovar quem é o proprietário.

Ademais, o cliente terá que comprovar renda suficiente para honrar o compromisso do pagamento das parcelas, as quais não poderão comprometer mais do que 30% dos rendimentos mensais do solicitante do empréstimo.

Exemplificando: se o solicitante possui uma renda mensal de R$ 6 mil, o valor da parcela não pode ser superior a R$ 1.800.

Com relação à documentação, o banco ou a instituição financeira solicita que sejam apresentados:

  • RG ou qualquer outro documento de identificação com foto;
  • escritura do imóvel;
  • comprovante de residência;
  • comprovante de renda;
  • CPF;
  • matrícula do imóvel;
  • declaração negativa de débitos de condomínio (se for o caso);
  • certidão de nascimento ou casamento (de acordo com o estado civil).

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