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Qual a idade que aparece a esclerose múltipla

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A esclerose múltipla é uma doença neurológica e autoimune que afeta o sistema nervoso central, causando danos na bainha de mielina, que é a camada protetora que envolve os neurônios. Esses danos interferem na comunicação entre o cérebro e o resto do corpo, provocando diversos sintomas, como fraqueza, formigamento, visão dupla, perda de equilíbrio, entre outros.

Essa doença não tem cura, mas pode ser controlada com medicamentos e tratamentos que ajudam a reduzir a frequência e a intensidade das crises, atrasar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico é feito por um neurologista, baseado nos sintomas, no exame físico e em exames de imagem, como a ressonância magnética.

Qual a idade que aparece a esclerose múltipla?

A esclerose multipla normalmente se manifesta pela primeira vez entre os 20 e 40 anos. Ela é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens, e três vezes mais comum em pessoas que têm algum familiar acometido pela doença. A doença ocorre com mais frequência em caucasianos (brancos) do que em afrodescendentes ou asiáticos.

No entanto, pode surgir em qualquer idade, desde a infância até a terceira idade. Os fatores que influenciam o aparecimento da doença ainda não são totalmente conhecidos, mas acredita-se que envolvam uma combinação de predisposição genética e exposição a agentes ambientais, como vírus ou toxinas.

Quais são os fatores de risco?

Alguns fatores podem aumentar as chances de uma pessoa desenvolver a EM, como:

  • Genética: ter um parente de primeiro grau (pai, mãe ou irmão) com EM aumenta o risco de cerca de 1% para 3%;
  • Etnia: a EM é mais frequente em pessoas de origem europeia do que em outras etnias;
  • Clima: a EM é mais prevalente em regiões temperadas do que em regiões tropicais. Uma possível explicação é que a exposição à luz solar e aos níveis de vitamina D podem ter um papel protetor contra a doença;
  • Infecções: alguns vírus, como o Epstein-Barr, podem estar associados ao desencadeamento da resposta autoimune na EM;
  • Tabagismo: fumar aumenta o risco de desenvolver a EM e também pode piorar o curso da doença.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da EM é baseado nos sintomas, no exame físico e em exames complementares, como a ressonância magnética (RM), que pode mostrar as lesões típicas da doença no cérebro e na medula espinhal. Outros exames que podem auxiliar no diagnóstico são o exame do líquido cefalorraquidiano (LCR), que pode revelar alterações inflamatórias ou imunológicas, e os potenciais evocados, que podem avaliar a condução nervosa.

Para confirmar o diagnóstico de EM, é preciso ter evidências de pelo menos duas lesões neurológicas separadas no tempo e no espaço, ou seja, que ocorreram em momentos diferentes e em locais diferentes do sistema nervoso central.

Como é o tratamento da esclerose múltipla?

O tratamento da esclerose múltipla depende do tipo e da gravidade da doença, dos sintomas apresentados e da resposta individual de cada paciente. O objetivo é controlar as crises, prevenir as complicações, aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Os medicamentos usados no tratamento da esclerose múltipla podem ser divididos em duas categorias:

Medicamentos modificadores da doença

São aqueles que atuam no sistema imunológico, reduzindo a inflamação e o ataque à bainha de mielina. Eles podem ser administrados por via oral, injetável ou intravenosa. Alguns exemplos são: interferon beta, acetato de glatirâmero, natalizumabe, fingolimode, teriflunomida, dimetilfumarato, alemtuzumabe e ocrelizumabe.

Medicamentos sintomáticos

São aqueles que aliviam os sintomas específicos da doença, como dor, espasticidade muscular, fadiga, depressão, incontinência urinária etc. Eles podem ser analgésicos, relaxantes musculares, antidepressivos, anticonvulsivantes ou outros.

Além dos medicamentos, o tratamento da esclerose múltipla também envolve outras medidas, como:

  • Fisioterapia: ajuda a manter ou recuperar a força muscular, a coordenação motora e o equilíbrio.
  • Terapia ocupacional: ajuda a adaptar as atividades diárias às limitações impostas pela doença.
  • Psicoterapia: ajuda a lidar com os aspectos emocionais da doença e a prevenir ou tratar quadros de ansiedade ou depressão.
  • Reeducação alimentar: ajuda a manter um peso adequado e a prevenir deficiências nutricionais.
  • Exercícios físicos: ajudam a melhorar o condicionamento físico e o bem-estar geral.

O tratamento da esclerose múltipla deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar formada por neurologista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo e nutricionista.

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