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Coluna de Leandro Heringer – Páscoa, algoritmos e fake news

Em datas ligadas ao cristianismo, produções são feitas, no Brasil, com supostos objetivos de criticar, relativizar e contextualizar Jesus Cristo. Seja na comédia, em documentários ou em postagem na mídia social.

Sabidamente, os algoritmos “surfam em ondas” de termos que estejam “em alta”. Sendo assim, qualquer menção a Cristo proporcionará mais relevância do conteúdo produzido. Torna-se, portanto, uma estratégia para turbinar perfis, páginas e pessoas.

Na sexta-feira, 29 de março de 2024, feriado da “Sexta-feira da Paixão”, um movimento social postou imagem relativa à crucificação de Jesus com a frase “Bandido bom é bandido morto”. O objetivo foi alcançado. O tema ficou entre os mais comentados.

“Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam e temem a Deus”. Esse é um versículo bíblico. Discutir estratégias de comunicação, revelar interesses, refletir que a liberdade de expressão seja absoluta, o contexto de fraudes informacionais e o posicionamento ideológico é fundamental em uma democracia.

Como citado no livro mais vendido da história, a Bíblia,  “Em tudo dai graças”. A própria essência cristã é contra censura. Deus, no paraíso, deu livre arbítrio a Adão e Eva para escolherem terem o conhecimento do bem e do mal. A postagem manifesta um posicionamento. Uma opinião. Nada fica encoberto. Desvendar quem é quem é fundamental. Em ano eleitoral, essencial.

Se a escolha pela data na Páscoa favorece o  aumento da relevância, também proporciona claramente o argumento de fake News, fraude informacional. A mensagem relacionando Jesus Cristo a um bandido morto implica, ao menos, duas incompreensões. Embora o povo tenha escolhido a libertação de Barrabás, um bandido, e a crucificação de Cristo, o próprio encarregado pelo julgamento disse não ter visto crime algum e lavado as mãos.

O segundo erro. Muito grave. Ainda mais em época de Pascoa está no termo “morto”. Como é sabido pelos cristãos, mais 84% da população brasileira, Jesus Cristo vive! Venceu a morte e ressuscitou. Assim, Deus não está morto para a redenção de todos, sejam bandidos ou não.

Leandro Heringer