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Inovações e descobertas modernizam tratamentos de doenças na medula

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Implantes neurais, células-tronco em laboratório e medicamentos de precisão lideram corrida por abordagens mais eficazes

O Ministério da Saúde e a Anvisa autorizaram, no último dia 5 de janeiro, o início dos testes clínicos em humanos da polilaminina. A proteína, extraída da placenta, será testada para o tratamento do trauma raquimedular agudo, que é o dano físico à medula espinhal que bloqueia os sinais nervosos. 

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conduzem o estudo. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2021, 15,4 milhões de pessoas convivem com lesões na medula espinhal no mundo.

Tanto as doenças da medula óssea quanto as lesões da medula espinhal exigem um acompanhamento diagnóstico constante. Para pacientes com câncer, por exemplo, o preço do PET-CT Oncológico impacta decisões sobre monitoramento de resposta terapêutica. Os avanços mais recentes da ciência, entre eles as pesquisas com células-tronco, podem oferecer rotas terapêuticas que tornem o processo mais acessível, eliminando a necessidade de protocolos diagnósticos de alto custo.

Células-tronco de laboratório devem iniciar testes em humanos até 2029

Na frente laboratorial, a Universidade de Birmingham anunciou, em setembro de 2024, a criação de células-tronco sanguíneas que se assemelham às do corpo humano em escala e pureza necessárias para uso clínico. A previsão é que os testes de segurança em humanos (fase 1) ocorram até 2029, dependendo de aporte governamental. 

No comunicado da universidade britânica, os pesquisadores envolvidos destacam que a capacidade de transformar qualquer célula de um paciente em célula-tronco e depois em células sanguíneas específicas impactaria em grande escala a medicina e a vida de pacientes vulneráveis. 

Se comprovada, a inovação promete eliminar a fila de espera por doadores compatíveis e o risco de rejeição. Os transplantes usarão as próprias células do paciente.

Interface tecnológica para reconectar cérebro e medula espinhal

Uma equipe de pesquisadores de diferentes países – Suíça, França, Reino Unido, Holanda e Estados Unidos – desenvolveu uma interface cérebro-espinhal (BSI) para restabelecer a comunicação entre o córtex cerebral e a medula lombar. O sistema, testado em um paciente tetraplégico de 38 anos, utiliza implantes para captar intenções de movimento no córtex cerebral e convertê-las em estímulos elétricos na medula espinhal. Enquanto o protocolo clínico convencional sugere que o paciente nessa condição encontre um neurocirurgião da coluna, a descoberta pode significar uma alternativa tecnológica à cirurgia.

O artigo sobre a interface foi publicado na revista Nature em maio de 2023, relatando como a tecnologia permitiu que o participante voltasse a ficar em pé, caminhar, subir escadas e atravessar terrenos com obstáculos. O estudo indica ainda que, após as sessões de treinamento, o paciente conseguiu caminhar com muletas mesmo com a interface desligada, sugerindo possível recuperação neurológica.

Os pesquisadores ressaltam que o sistema manteve estabilidade por mais de um ano e pode ser calibrado em poucos minutos. Os pesquisadores advertem, contudo, que por se tratar de um estudo de caso único, a aplicação em larga escala depende de novos ensaios clínicos com grupos maiores de pacientes.

Novos inibidores combatem leucemias agressivas sem quimioterapia tradicional

No campo da oncologia, uma nova classe de medicamentos-alvo, os inibidores da proteína menina, foi aprovada pela agência reguladora americana (FDA) para tratamento de leucemias agressivas. Os princípios ativos da medicação atuam no bloqueio que, em certos subtipos de leucemia, força a medula óssea a produzir células imaturas e cancerosas.

De acordo com informações do Memorial Sloan Kettering Cancer Center e da Universidade de Michigan, esses fármacos interrompem a interação entre a menina e outras proteínas, induzindo as células acometidas a se diferenciarem em glóbulos brancos funcionais. A abordagem difere da quimioterapia comum por ser um tratamento de precisão, focando em alvos moleculares específicos em vez de atacar células de forma indiscriminada.

Os medicamentos foram testados especificamente em leucemias com rearranjos no gene KMT2A ou mutações no gene NPM1. Apesar dos resultados promissores, o tratamento ainda é indicado para um subgrupo específico de pacientes.

Marcador identifica células-tronco e pode melhorar transplantes de medula

Cientistas do Massachusetts General Hospital e da Universidade de Boston identificaram uma proteína de superfície com potencial para aumentar a eficácia de transplantes de medula. A descoberta surgiu da comparação entre células-tronco de medula óssea adulta e de fígado fetal, estas últimas com capacidade superior de proliferação após transplante.

Segundo o estudo, a proteína CD201 correlaciona-se diretamente com a capacidade da célula transplantada de se instalar na medula do paciente e produzir sangue saudável de forma eficiente. Com isso, os cientistas preveem a possibilidade de “purificar” o material transplantado, selecionando apenas as células com maior potencial de produzir sangue saudável.

A técnica tem aplicações previstas para leucemias, HIV e anemia falciforme. No momento, o método ainda está em fase de validação e aguarda confirmação de eficácia em humanos por meio de testes clínicos futuros.

Reativação de circuitos neurais dormentes

Cientistas chineses descobriram que lesões na coluna não significam, necessariamente, que os nervos sob o ferimento foram destruídos para sempre. Segundo um novo estudo, muitos desses circuitos nervosos continuam inteiros, mas entram em um estado dormente. O segredo para religá-los estaria em uma proteína chamada KCC2, que funciona como um tipo de interruptor biológico capaz de despertar essas conexões paradas.

Em testes realizados em laboratório, o uso de medicamentos para ativar essa proteína trouxe resultados animadores. Camundongos que estavam completamente paralisados voltaram a caminhar após o uso da proteína. Além de recuperar os movimentos, o tratamento ajudou a reduzir problemas comuns em casos graves, como rigidez muscular excessiva e espasmos involuntários.

Apesar do avanço, os pesquisadores alertam que o caminho até os hospitais ainda é longo. Como os testes foram feitos em roedores e em condições controladas, a técnica ainda não reflete a complexidade de uma lesão em seres humanos. O próximo passo é garantir que o método seja seguro e eficaz para pessoas, superando barreiras biológicas antes de se tornar um tratamento real.

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