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Coluna – O despertar da Cidade Diamante

Grão Mogol, a Cidade Diamante, de 156 anos de emancipação, possui dois períodos em sua história nitidamente assinalados, desde quando a cidade surgiu incrustada na divisa de duas importantes regiões do Estado, o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha.

O primeiro período data do século 18, quando da descoberta do diamante, preciosidade que fez brotar, no Brasil colonial, casarões de muitas portas e janelas, característicos das gentes de muita posse.

Naquela época em que o diamante de aluvião brotava nas margens dos rios, como o Itacambiruçu, e ribeirões, como o Ribeirão do Inferno, que corta a cidade, Grão Mogol chegou a ter cerca de 100 mil habitantes, gentes de todos os cantos de Minas e do Brasil, além do exterior.

O movimento da cidade tornou-se ainda maior com a descoberta da chamada “Pedra Rica”, quase dentro do perímetro urbano, onde pela primeira vez o diamante cuidou de surgir incrustado numa pedra de formação arenítica.

Mas como acontece a todo tipo de extração mineral, quando o veio se esgota, a primeira coisa que os extratores fizeram foi irem embora atrás de veios novos. Tenho pra mim que o Barão de Grão Mogol, o coronel da Guarda Nacional, Gualtér Martins Pereira, foi embora daqui ao perceber o esgotamento do garimpo, mudando-se para Rio Claro, interior de São Paulo, a fim de plantar café.

A segunda fase de Grão Mogol está marcada para sempre a partir do dia 9 de dezembro de 2011, quando foi inaugurado o Presépio Natural Mãos de Deus, considerado o maior do mundo na sua categoria.

O presépio conta o antes e o depois do nascimento do Menino Jesus e em dois anos e meio de funcionamento das 8h às 22h, já foi visitado por mais de 50 mil pessoas, cerca de oito vezes a população urbana de Grão Mogol.

A partir do presépio, a cidade passou a experimentar novo surto de crescimento e progresso porque se percebeu a necessidade de melhorar a infraestrutura da cidade, o que o prefeito Jéferson Augusto Figueiredo, em sua quarta administração, diz que tem procurado fazer. Segundo ele, a cidade ganha novo ritmo e nos próximos anos vai se expandir, mas no máximo, previu, terá dobrada a sua população urbana.

Quase que concomitantemente a inauguração do presépio, a cidade ganhou o hotel Paraíso das Águas, que oferece comodidade semelhante aos melhores hotéis de Montes Claros e de Belo Horizonte. Ganhou, também, o balneário do Córrego, um lugar paradisíaco, onde os frequentadores têm piscina natural de água corrente e chalés com suíte para passarem momentos de sossego e contemplação.

Nesses últimos dois anos, Grão Mogol nunca teve em toda a sua história tanta visibilidade nas mídias escrita, falada, televisiva e social. A região é tida como das mais bonitas, em comparação às belezas encontradas no território brasileiro. O seu potencial turístico é a grande opção econômica.

Quem vem à cidade nota claramente o ritmo progressista. O comércio local ganha fôlego. Grão Mogol já dispõe de cerca de dez supermercados bem equipados, de modo que o grãomogolense não precisa se arrancar daqui para Montes Claros ou outros lugares maiores a fim de encontrar a mercadoria desejada.

A região é vista como um grande clube campestre. Possui atrativos para quem gosta de passar bons momentos nas prainhas do Rio Itacambiruçu, onde as belezas cênicas se somam às corredeiras e aos pequenos cânions reveladores da força e da grandeza da Mãe Natureza.

Alberto Sena
Alberto Sena

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