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Coluna – Escola Técnica de Grão Mogol paralisada por falta de verba do Governo de Minas

O prefeito de Grão Mogol, Jéferson Figueiredo, se mostrava preocupado com a paralisação das obras da Escola Técnica do Programa Brasil Profissionalizado. A paralisação é geral. Atinge os municípios de Grão Mogol, Monte Azul, Taiobeiras, Espinosa, Janaúba e Joaíma.

Empenhado para que as obras sejam retomadas, o prefeito aproveitou para pedir à pró-reitora de Extensão da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Marina Ribeiro Queiroz para ser portadora de uma mensagem ao reitor João dos Reis Canela tendo em vista desencantar o projeto, que estaria paralisado devido a não contrapartida do governo de Minas Gerais.

Maria Queiroz veio a Grão Mogol para tratar com o prefeito Jéferson Figueiredo e representantes das prefeituras integrantes do Circuito Lago de Irapé da formatação do Festival de Inverno de Grão Mogol, versão 2015, que já vem sendo considerado “o maior festival”, principalmente porque a Unimontes institucionalizou de fato o evento.

As obras da Escola Técnica são de responsabilidade da Unimontes, junto com a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia. A previsão era a de que o projeto abriria 1200 vagas para diversos cursos técnicos e profissionalizantes.

Pelo que disse o prefeito de Grão Mogol, grande é a expectativa em relação à Escola Técnica, que sem dúvida poderia causar enorme transformação nos municípios contemplados. Entretanto, a paralisação vem deixando as pessoas decepcionadas.

Mas, ao mesmo tempo, quem passa pelas imediaçõesdo canteiro de obras, na entrada de Grão Mogol, tem esperança na sua retomada o mais breve possível. Nem se acredita na possibilidade de abandono definitivo do projeto de tamanha importância depois de tanto recurso aplicado e trabalho já executado.

INCURSÃO ÀS OBRAS

Hoje de manhã, numa incursão às obras paralisadas, na Avenida Domingos Arruda, uma série de fotos foram sacadas e de fato, constatar aquele complexo abandonado é de deixar qualquer cidadão contristado, principalmente se se pensar no aspecto da formação de técnicos para fazer a região se desenvolver com mais velocidade.

Vendo o concreto fincado no chão e as madeiras de sustentação proporcionando boas imagens para fotos, a imaginação ganha asas e se pôde até vislumbrar as obras concluídas e as turmas de jovens interessados em encontrar um rumo promissor na vida desembarcando em ônibus para iniciarem o primeiro ano letivo. Uns acompanhados até dos pais. Uma imagem maravilhosa foi vislumbrada.

Até mesmo em meio ao silêncio entrecortado pelo canto de algum passarinho, se pôde ouvir por entre as pilastras abandonadas às intempéries, a algazarra própria dos estudantes. Houve, inclusive, temp suficiente para refletir sobre a importância dessa Escola Técnica. Os jovens daqui não mais precisariam enfrentar a maratona de ir e vir de ônibus de Grão Mogol a Montes Claros a fim de estudar. Isso sem contar com outras benesses que uma escola do tipo agregaria e certamente agregará.

Que cada um que vir às fotos pense no que poderá fazer para evitar que um projeto dessa envergadura venha a fracassar. Se os recursos dependem do Estado, por intermédio da Unimontes, que o projeto entre novamente na linha das prioridades do governo. A Prefeitura de Grão Mogol já fez a sua parte cedendo o terreno e a terraplenagem. Que cada um faça a sua parte para retomada já do projeto.

Por Alberto Sena

Alberto Sena
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