Montes Claros – Servidores da saúde continuam em greve

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A categoria recebeu uma proposta do governo do Estado, entretanto, não houve consenso e os servidores decidiram manter a paralisação.
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Os servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e do Hospital Universitário Clemente de Faria decidiram manter a greve que já caminha para a terceira semana e o hospital continua atendendo com apenas 30% da sua capacidade.

Na última semana, os servidores receberam uma proposta do governo do Estado e nesta terça-feira (10) representantes do Sind-Saúde se reuniram em Belo Horizonte com o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães. Entretanto, não houve consenso e os servidores decidiram manter a paralisação.

A proposta do governo de Minas incluía a partir de 2016, a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, tendo em vista atingir 30 horas semanais pelos serviços que se organizam em turnos ininterruptos, desde que superada a restrição legal imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A proposta ainda previu o início a revisão dos planos de carreiras, já assegurada a redução de oito anos para cinco anos do interstício da primeira promoção e o reconhecimento da educação permanente como critério adicional para progressão.

De acordo com a coordenadora do Sind-saúde em Montes Claros, Carmen Lúcia Freitas, os servidores não aceitaram a proposta devido ao prazo estabelecido para as mudanças, que seria de seis meses. De acordo com a coordenadora, a maioria dos servidores, em assembleia, optou por continuar com a paralisação por tempo indeterminado.

– Alguns benefícios nós queremos de forma imediata, por exemplo, a incorporação das gratificações ao salário. Há pessoas esperando há um ano para dar entrada na aposentadoria com o benefício incorporado. Não podemos esperar mais, pois as mesmas garantias já foram oferecidas em 2015 e, no entanto, nada foi cumprido – conta a coordenadora.

A greve prejudica, além do funcionamento do Campus da Unimontes, o funcionamento do Hospital Universitário Clemente de Faria, que conta com a paralisação de 300 servidores. Ao todo, 1.500 servidores da instituição estão de braços cruzados. A greve foi iniciada porque, segundo os trabalhadores, o Estado não incorporou a gratificação ao salário-base dos servidores, acordo que havia sido feito em 2015. Ainda segundo eles, após a saída dos servidores da Lei 100, o trabalho foi redistribuído entre os demais servidores, sobrecarregando os trabalhos.

Os professores da Universidade também aderiram à greve. Em assembleia que seria realizada na noite desta sexta-feira (13) eles decidiriam se iriam aceitar a proposta do governo do Estado.

Em nota a secretaria de Estado de Planejamento e Gestão informou que as negociações deverão continuar e que nova reunião será agendada com os representantes dos servidores.

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