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Coluna da Jerusia Arruda – Direto de Brasília

Coluna da Jerusia Arruda – Direto de Brasília

ELEIÇÕES PERIGOSAS
Causou um burburinho na capital federal, na manhã desta quinta-feira, o atentado sofrido pelo ex-prefeito e candidato à prefeitura de Itumbiara (GO), José Gomes da Rocha (PTB), que foi morto a tiros durante carreata, na noite de quarta-feira (28). O vice-governador de Goiás, José Eliton (PSDB), e o advogado da prefeitura de Itumbiara, Célio Rezende, também foram atingidos. As eleições desse ano estão assustando candidatos e eleitores, primeiro, pela interferência do poder judiciário, Ministério Público e Polícias, amparados pelas novas regras eleitorais que fragilizaram o processo. Segundo, pelo envolvimento passional, principalmente de cabos eleitorais, contratados ou não pelos partidos, que está colocando em risco a segurança dos envolvidos no processo.

CONDUTA VEDADA
Também chamou a atenção dos brasilienses a denúncia feita pela Folha de São Paulo, da participação do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), em campanhas eleitorais em pelo menos seis cidades do interior do Paraná, no horário de trabalho e fazendo promessas. O advogado Mauro de Azevedo Menezes, presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP) afirmou que “o caso certamente vai ser levado à análise da comissão” e, falando em tese, sem entrar nos detalhes das atividades de Barros, afirmou que “está bem claro na Resolução da CEP que a autoridade não pode se valer do cargo para prometer verbas, nomeações ou obras”.

TRANSPARÊNCIA NOS ATOS
A Resolução no 7 da CEP recomenda que os ministros incluam em suas agendas públicas de compromissos todas as atividades de cunho político-eleitoral, mas, de acordo com o advogado Mauro de Azevedo Menezes nenhum dos compromissos eleitorais de Barros tratados pela reportagem da Folha foi divulgado em sua agenda oficial. Segundo o presidente da CEP, a divulgação dos atos eleitorais permitiria um controle social para que seja possível verificar quais os recursos utilizados nas atividades dos ministros e que “não é admissível, em hipótese alguma, que haja a utilização do cargo, uma confusão entre o público e o privado, com benefício eleitoral para si ou para terceiros em função das informações privilegiadas que a autoridade tem”.

MAIS UM GOLPE
Pelo visto, o inferno astral vivido pela ex-presidente Dilma Rousseff está longe de chegar ao fim. Nesta quarta-feira, o ministro José Múcio Monteiro decidiu pedir ao TCU que dê parecer pela rejeição das contas do governo Dilma em 2015, a exemplo do que ocorreu em relação aos balanços do ano anterior. A apreciação do processo, relatado pelo ministro, está prevista para a próxima semana.

FIM DAS GAFES
Depois das declarações desastrosas do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que sugeriu ter informações privilegiadas da Operação Lava-Jato em um comício eleitoral em Ribeirão Preto, e do ministro da Secretaria do Governo, Geddel Vieira Lima, ao dizer que a descriminalização do caixa 2 seja feita “sem histeria”, o presidente Michel Temer decidiu nomear o diplomata Alexandre Parola para ser o porta-voz da Presidência da República. A experiência e o perfil adequados de Parola para falar oficialmente pelo governo vão ajudar a evitar as gafes que tem marcado os pronunciamentos do ministério de Temer.

RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS DE CRÉDITO RURAL
Nesta quarta-feira, o presidente Michel Temer sancionou a medida provisória que autoriza a renegociação de dívidas de crédito rural de agricultores principalmente do Nordeste e do Norte. Os descontos, de 10% até 95%, serão concedidos a agricultores dos estados abrangidos pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), com créditos rurais contratados até 2011 no Banco do Nordeste do Brasil (BNB) ou Banco da Amazônia (Basa). A liquidação será até o fim de 2017. A repactuação de dívidas de cooperativas com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foi vetada pelo presidente.

Por Jerusia Arruda

Jerusia Arruda
Jerusia Arruda