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Eleições nos EUA e o possível impacto em América Latina
Eleições nos EUA e o possível impacto em América Latina

Eleições nos EUA e o possível impacto em América Latina

Eleições nos EUA e o possível  impacto em América Latina

O surpreendente resultado da disputa eleitoral americana tem tudo para provocar uma guinada nas relações comerciais e políticas entre Washington e países vizinhos, entre eles México, Chile, Argentina e Cuba e Brasil.

Eleições nos EUA e o possível impacto em América Latina
Eleições nos EUA e o possível impacto em América Latina

 

O que Trump vai de fato fazer dentro da Casa Branca ainda é uma incógnita para muitos especialistas. Mas caso ele se mantenha fiel às suas propostas e promessas de campanha, tem tudo para provocar severas turbulências em todo o planeta.

As consequências poderão ser sentidas não apenas nas relações diplomáticas, mas também na economia de muito países, em especial os latino-americanos.

Seja pelas polêmicas promessas de campanha – como erguer um muro na fronteira com o México, executar uma deportação em massa de imigrantes ilegais e aumentar o protecionismo comercial – ou simplesmente pelos efeitos automáticos que a vitória do republicano provocou nos mercados financeiro, Trump já é hoje a maior fonte de preocupação e tensão na América Latina.

Neófito em disputas eleitorais, Trump ganhou a eleição como alguém considerado alienígena no sistema político americano – comprou briga inclusive dentro do próprio partido Republicano.

Como candidato, verbalizou propostas que causaram alarme, inclusive entre seus correligionários.

Impactos econômicos

Se confirmada, a expulsão dos ilegais afetaria diretamente a economia da região. Estima-se que a América Latina receba anualmente cerca de US$ 65 bilhões (R$ 209 bilhões) em remessas enviadas pelos imigrantes que vivem nos EUA.

Além disso, Trump também definiu o acordo de livre comércio dos EUA com o Canadá e o México, conhecido como Nafta, como “o pior” já assinado. Chegou a falar em impor uma tarifa de 35% para as importações dos vizinhos parceiros.

Essa medida teria enorme impacto principalmente sobre a economia do México, que no ano passado exportou bens e serviços no valor de US$ 316,4 bilhões (R$ 1 trilhão) e obteve um superavit comercial de US$ 49,2 bilhões (R$ 158,3 bilhões).

Para o Brasil, os efeitos de uma vitória de Trump devem ser negativos no que se refere a acordos comerciais, diz Vieira. “A política externa dele seria o mais protecionista possível. E o Brasil está num momento de tentativa alinhar novos acordos comerciais, principalmente com as economias centrais, entre elas os EstadosUnidos”,comenta o analista Vieira.

“Um contexto de Donald Trump pode atrapalhar isso muito, em diversos sentidos: não só em relação aos próprios acordos que o Brasil tem a fechar com os EUA, mas também com outras economias centrais. Isso porque elas podem tomar uma posição mais defensiva por conta da situação”, complementa.

Sobre o rumo dos juros, o analista Cortez afirma que o aumento da percepção de risco poderia afetar a decisão do Fed sobre os rumo dos juros nos Estados Unidos. “O Fed emite sinais crescentes de que deve fazer o aumento da taxa de juros. Mas, eventualmente, com essa turbulência, pode ser mais conservador. ”

O especialista acredita que em um momento de tensão poderiam prejudicar a retomada da economia no país.

 O Fed, então, tentaria evitar que “a atividade fique enfraquecida nesse momento de crise confiança. Com a taxa de juros um pouco mais apertada, há risco de que esse início de recuperação ainda muito tênue seja revertido”.

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Vieira aponta que é “um cenário difícil de se avaliar”. “Não se sabe quanto a pretensa política econômica dele se chocaria com as pretensões do Fed de normalização de juros”, afirma ele, acrescentando que não é possível dizer também “qual o nível de interferência” que Trump teria sobre o banco central norte-americano.