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Coluna do Aldeci Xavier – Preto no Branco

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ABUSO DE PODER

Informação do presidente do colegiado do Senado Federal, Edison Lobão (PMDB-MA), é de que hoje (29) tem início a discussão da proposta que altera a lei de abuso de autoridade que foi incluída na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A votação está prevista para acontecer já no início de abril. Por um lado, os envolvidos na operação Lava-Jato vão tentar acelerar os processos para inibir os parlamentares a desistirem de votar a matéria. Por outro lado, com a condução da operação “Carne Fraca”, condenada por muito parlamentares, e outros segmentos da sociedade, a votação da Lei de Abuso de Autoridade encontrou clima favorável para ser aprovada.

LISTA FECHADA

Caso seja aprovado pelo Congresso Nacional, dentro da Reforma Política, a chamada lista fechada, a previsão é de que poderá dobrar o número de votos nulos no País. Se não bastasse tal expectativa, poucos serão os partidos que conseguirão montar chapa para disputa. Nenhum dos novos pretendentes estão dispostos a entrar num jogo de carta marcada. Temos vários exemplos no próprio Norte de Minas. Na final de semana, estive conversando com o empresário Carlito Arruda (PMDB), da região de Taiobeiras, que havia manifestado interesse em disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, mais deixou bem claro que se passar a lista fechada ele não será candidato. Este mesmo pensamento foi manifestado pelo ex-prefeito de Salinas, Kinca Dias, que está convencido a disputar uma cadeira também na Assembleia mineira.

MANIFESTAÇÕES CONTRA LISTA

Pelo andar da carruagem, o Congresso Nacional não terá clima para aprovar na reforma eleitoral a chamada lista fechada. Além das manifestações que começam a tomar corpo nas ruas por todo o País, autoridades também têm se manifestado em relação ao assunto. O primeiro foi o presidente Michel Temer. Nesta semana foi a vez do ex-ministro do STF, Carlos Ayres Britto. Ele citou que o sistema fere o artigo da Constituição que diz que “todo poder emana do povo”. Lembrou ainda que ao colocar o partido como representante do povo, você substitui a democracia pela “partidocracia”. Na prática, querem salvar os envolvidos na lava-jato.

SITUAÇÃO DO DI DE MOC

Em coluna anterior citamos que a Codemig estaria passando definitivamente todos os seus terrenos no Distrito Industrial para a Prefeitura de Montes Claros, informação colhida dentro do próprio executivo. Nesta semana, recebi de ex-funcionário do executivo que cuidava do setor a informação de que a Codemig não tem mais terrenos naquela área, já que entregou a prefeitura ainda na ocasião que o empresário Ariovaldo Melo era o Secretário de Desenvolvimento Econômico do município. Segundo a fonte, o que existe mesmo é centena de terrenos invadidos que precisam ser resgatados.

QUANTO VALE UMA VIDA

A população de Montes Claros poderá ficar sem os serviços do SAMU porque, segundo fonte do Cisrun Macro Norte, o prefeito Humberto Souto não está repassando os recursos, entendendo que como o serviço tem recursos do Estado e da União, não poderá ser cortado. Um dos pontos da polêmica é o fato de a cobrança per capta, que era de R$ 0,13, ter sido elevada para R$ 0,20 para cobrir os custos. Pelo visto, a vida do eleitor que votou no atual chefe do executivo não vale R$0,20.

CORTE DO SERVIÇO

A direção do Cisrun Macro Norte deixa claro que não terá como manter o serviço em Montes Claros se a prefeitura não pagar a sua parte. A argumentação é simples: as prefeituras pobres do Norte de Minas não têm como bancar o atendimento da principal cidade da região. Aliás, enquanto que as outras cidades têm uma ambulância a sua disposição, Montes Claros conta com nove veículos, inclusive duas para prestar atendimento mais complexo.

ATENDIMENTO DOS BOMBEIROS

Se o Cisrun cortar o atendimento em Montes Claros, o serviço terá que ser executado pelo Corpo de Bombeiros Militar, que conta apenas com duas ambulâncias, além do fato de não contar em seus atendimentos com equipe médica.

PLANEJAMENTO

E falando na prefeitura de Montes Claros, vale lembrar que faltou planejamento quando pediu a população para, no último sábado (25), colocar na porta de suas casas, pneus velhos, sofás, móveis, lixos, com exceção de resto de construção, que um carro passaria para recolher. Era a campanha dentro do programa de combate à dengue. O mais interessante em toda história é que ontem, em vários pontos da cidade, calçadas continuam com os objetos de descarte à espera do suporte da prefeitura. Se a programação tivesse sido por região, o executivo não assinaria o atestado de desorganização.

Aldeci Xavier
Aldeci Xavier

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