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Coluna do Adilson Cardoso – No Boteco

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Coluna do Adilson Cardoso – No Boteco

Nunca ouvi falar de um ser vivente que tomasse um pileque e permanecesse com o juízo normal. São varias as transformações que ao longo da vida, vai se  observando em cada boteco que se entre. O chorão é o tipo mais comum, chega como outro qualquer se senta com bons modos e vai tomando devagar, daí a pouco pede “O cavalo de aço” ou a “rebenta peito” ou simples “a catiola” ou cachaça, pinga e mais algum adjetivo intimo que queiram lhe dar. Esta figura então do canto simples que tomava a sua, passa a puxar papo com outros que de copo na boca começam a se abraçar. O chorão toma outra talagada e relembra que na infância  sonhava em ganhar um trenzinho a controle remoto, mas o pai era pobre e o que ganhava era apenas para o alimento, as lágrimas escorrem e ele acrescenta que isso não foi a sua única dor, em um belo dia o tio do seu amigo morreu e o garoto foi dispensado da escola, o dia estava bonito e ele queria soltar pipa, mas quando o tio do amigo morre não se tem os mesmos privilégios. O choro é amparado pelos que estão do lado mastigando o torresmo requentado pelo dono do Boteco. O chorão precisa chorar,  a sua necessidade é de que todos os olhares se mirem para ele, então ele  conta como foi feliz o dia do seu casamento, acredita em voz alta que nunca terá uma satisfação daquele tamanho. Sua esposa estava com os cabelos em rabo de cavalo e um véu prendendo de um lado, a igreja estava cheia e as lágrimas caem, os bêbados se abraçam e um sujeito lá do fundo vem trocando as pernas, ele quer ouvir e dizer que o seu coração anda dolorido, quem fala verdade não merece castigo e é por isso que ele admite o seu estado de corno. Chora  copiosamente e diz que é um homem diferente dos outros, qualquer um na sua posição mataria o talarico e mandava a mulher junto para o inferno. Ele pensava nos filhos, sabia que ela no cemitério e ele na cadeia os filhos seriam adotados por gente que  nem imagina quem seria, as lágrimas derramam em desatino, o outro memorialista abraça o corno e o parabeniza, homem deve ser assim, mas eu não faria desta maneira, se a minha mulher me chifrar eu como ela na faca, não me importo se vou preso, só não quero ser chamado de corno. Diz virando mais uma copada de cachaça, o bêbado chifrudo chora e envolve um casal da mesa próxima, a mulher fica sem jeito de falar, mas o marido insiste que por ela ele bota a mão no fogo. O bêbado  sem papas na língua diz que cuidado para ele não se queimar, o marido não gosta e a mulher pede que ele deixe quieto, o bêbado que chorava relembrando a infância aumenta a voz e ameaça; “O que tiver com ele tem comigo, não é por que ele é corno que tem de ser saco de pancada!” O dono do Boteco surge do interior da cozinha; “Se quiserem brigar, vão brigar na rua!” os ânimos se acalmam, o corno pacifica pede desculpas, todos se abraçam e voltam a beber, a mulher se levanta e vai ao banheiro, sua bunda é grande e a calça esta colada, a calcinha enfiada chama atenção. O bêbado corno pacifico quer mostrar gentileza; “Amigo você vai me desculpar, mas sua mulher é muito gostosa!” o marido ofendido se levanta e joga um copo de cerveja na cara do bêbado, que responde imediatamente com seu pacifismo; “Calma aê amigo, eu só disse que era gostosa. Apelou perdeu!”

 

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