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Coluna da Jerusia Arruda – Direto de Brasília

Coluna da Jerusia Arruda – Direto de Brasília

O PREÇO DO VANDALISMO

As manifestações da última quarta-feira, em Brasília, deixaram um rastro de estragos e um prejuízo para os cofres públicos. Segundo a Polícia Federal, que periciou os prédios atingidos, a conta negativa passa de R$ 2 milhões. Somente o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão contabilizou um dano de mais de R$ 330 mil, relativo aos danos em computadores, vidros, espelhos, divisórias, mobiliários, persianas, ar-condicionado, entre outros equipamentos. Já no Ministério do Turismo e Minas e Energia, o prejuízo estimado é de R$ 19 mil, com vidros quebrados, além de placas de sinalização arrancadas e computador danificado. No Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações, que também é sede do Ministério da Integração Nacional, a conta dos estragos ficou em R$ 522,5 mil. No Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o prejuízo calculado é de R$ 1,105 milhão, que compreende valor de mobiliário, infraestrutura do prédio e serviços de mão de obra. O governo federal acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para realizar perícias em todos os prédios e disse que irá responsabilizar os manifestantes que cometeram “exageros” a pagar pelos danos.

 

LICENÇA PATERNIDADE

Um servidor público do Distrito Federal conseguiu uma liminar na Justiça para tirar licença paternidade de 180 dias – mesmo tempo que é utilizado para as servidoras. Ele havia entrado com o pedido de urgência, já que a mãe da criança faleceu 21 dias após o parto. O governo do DF tinha recusado a solicitação para a equiparação das licenças, mas a juíza substituta da 1ª Vara de Fazenda Pública deferiu a medida solicitada pelo autor. De acordo com a decisão do magistrado, esse período de licença garante ao bebê a proteção do veículo afetivo.

 

CHAPA DILMA-TEMER

Nesta terça-feira está previsto o julgamento do processo em que a chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer é acusada de abuso de poder político e econômico na eleição presidencial de 2014. Um dos desfechos possíveis é a cassação da chapa, o que levaria ao afastamento de Temer da Presidência. Nesta hipótese, a Constituição prevê atualmente uma eleição indireta, na qual o Congresso escolhe o sucessor.

DE OLHO NA VAGA

Com o agravamento da crise política, especialmente após a delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo J&F, parlamentares da oposição querem aprovar a PEC 227/16, que tramita na Câmara dos Deputados, para que uma eventual sucessão de Temer seja feita por eleições diretas. Na próxima quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado também vai discutir uma proposta de emenda à Constituição para realização de eleições diretas em caso de vacância na Presidência da República.

Jerusia Arruda
Jerusia Arruda