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Enfermeiro alemão é suspeito de matar 84 pacientes

Enfermeiro alemão é suspeito de matar 84 pacientes

Niels Högel teria matado a maioria dos pacientes com a administração de overdoses de medicamentos no período de recuperação
Niels Högel teria matado a maioria dos pacientes com a administração de overdoses de medicamentos no período de recuperação

 

O enfermeiro alemão Nils Högel, já condenado pela morte de dois pacientes, é suspeito agora de pelo menos 84 assassinatos na Alemanha entre 2000 e 2005, anunciaram os investigadores nesta segunda-feira.

“A comissão de investigação especial estabeleceu 84 assassinatos, no estado atual da investigação”, afirmou à imprensa o chefe de polícia de Oldenburgo (norte), Johann Kühme.

Em junho de 2016 os investigadores estabeleceram o envolvimento do enfermeiro em 33 mortes, de pacientes em vários centros médicos nos quais Högel trabalhava.

“Este número (de mortos) é excepcional, único, na história da República Federal da Alemanha”, afirmou o chefe da comissão, Arne Schmidt.

Niels Högel teria matado a maioria dos pacientes com a administração de overdoses de medicamentos no período de recuperação. Mas os investigadores admitem que a lista de vítimas nunca poderá ser estabelecida com certeza.

“Quem sabe quantos crimes poderão ser identificados?”, questionou Thomas Sander, promotor de Oldenburgo.

“O suspeito não se lembra de caso. Porém, em mais de 30 casos recordava de pacientes concretos e de seu comportamento”, disse a diretora do Ministério Público da mesma cidade, Daniela Schiereck-Bohlemann.

Högel foi condenado em 26 de fevereiro de 2015 à prisão perpétua pela morte de dois pacientes. Também cumpre uma pena de sete anos e meio de prisão por tentativa de assassinato.

O enfermeiro, no entanto, confessou a um psiquiatra outros 50 assassinatos, o que provocou a abertura de novas investigações em janeiro de 2014. E no fim do mesmo ano mencionou outras 60 tentativas de assassinato.

Durante o julgamento em Oldenburgo, Högel pediu perdão às famílias e justificou seus atos pelo “tédio”.

O caso foi revelado em 2005, quando um colega de trabalho surpreendeu Högel no momento em que ele aplicava uma injeção não autorizada em um paciente de uma clínica de Delmenhorst.

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