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Norte de Minas – Criança de 5 anos morre em BH, é a 11 vítima do incêndio na Creche em Janaúba

Norte de Minas – Criança de 5 anos morre em BH, é a 11 vítima do incêndio na Creche em Janaúba

Matheus Felipe Rocha Santos, de 5 anos
Matheus Felipe Rocha Santos, de 5 anos

 

Morreu na madrugada desta segunda-feira (9), no Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, em Belo Horizonte, a 11ª vítima da tragédia registrada na última quinta-feira (5) em Janaúba, no Norte de Minas.

Matheus Felipe Rocha Santos, de 5 anos, morreu às 3h, segundo informações da unidade de saúde onde o garoto estava internado desde a madrugada de sábado (7), quando foi transferido de Montes Claros.

De acordo com o hospital, o corpo de Matheus permanece no hospital aguardando ser removido para o Instituto Médico-Legal (IML)

 

Com está morte, sobe pra 10 o número de mortos onde o vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos, jogou gasolina em seu próprio corpo e nas crianças e ateou fogo. Ele ainda saiu abraçando os pequenos, fazendo mais vítimas.

Veja as outras vítimas da tragédia:

Cecília Davine Gonçalves Dias
Cecília Davine Gonçalves Dias

Yasmim Medeiros Salvino de 4 anos

Cecília foi a sexta criança morta na tragédia, ela faleceu às 13h15, já Yasmim morreu logo depois às 14h21. de ontem dia (06/07/2017)

Heley  Abreu Batista, a professora heroica

A professora Heley Abreu foi quem agarrou ao vigilante para tentar evitar que ele continuasse a atear mais fogo nas crianças. Ela veio a falecer por causas das graves queimaduras.
A professora Heley Abreu foi quem agarrou ao vigilante para tentar evitar que ele continuasse a atear mais fogo nas crianças. Ela veio a falecer por causas das graves queimaduras.

 

A professora deu a sua vida para salvar a vida de crianças que estudavam na creche “Gente Inocente”. Com o próprio corpo em chamas, a professora tentava abafar o fogo ao mesmo tempo em que tirava os alunos pela janela – o vigia havia fechado a porta. A morte de Heley foi confirmada na noite dessa quinta-feira (5).

Professora há quase vinte anos, Heley era apaixonada por crianças e muito querida na cidade. A mãe da professora, dona Valda, disse que sua casa ficou lotada de visitas na tarde dessa quinta, quando a morte ainda não estava confirmada.

A perda que dona Valda teve nessa quinta remete à perda que Heley teve há 12 anos. A professora perdeu um filho recém-nascido após ele morrer afogado em uma piscina.

Juan Miguel

O ombro da mãe Janiqueli Silva Soares não terá mais o pequeno Juan Miguel Soares, de 4 anos. Janiqueli disse à reportagem  que o filho sempre dormia agarradinho com ela.

O menino sapeca como era conhecido pela família foi corajoso ao extremo antes de partir. De acordo com um vizinho da família, o menino salvou uma coleguinha do incêndio criminoso, mas quando voltou para buscar outro amigo, não conseguiu sair pela janela. Eles morreram abraçados.

Luiz Davi Carlos Rodrigues, do berço acolhedor

Luiz Davi
Luiz Davi

 

O velório acontecido durante toda a noite na sala da casa era repleto de acolhimento e humildade. Enquanto lamentavam a morte do pequeno Luiz Davi, a família ainda teve tempo de pensar no perdão ao vigia Damião Soares dos Santos. “Esse homem estava sofrendo demais para fazer tanta gente sofrer assim”, disse a avó Hilda Rodrigues à reporter Joana Suarez, depois de dizer que se o vigia ainda estivesse vivo, ela reuniria todos os amigos para cuidar dele.

O pequeno havia passado recentemente por uma cirurgia no umbigo, o que tornou mais fácil o reconhecimento do corpo que estava bastante carbonizado.

Ana Clara Ferreira Silva, a dor da família

Ana Clara
Ana Clara

 

A dor para a família de Luana Ferreira pode ser considerada uma das maiores nessa tragédia. Além de perder a pequena Ana Clara, de quatro anos no ataque, a mãe está com outras duas filhas no hospital de Montes Claros. Dividida entre estar com as filhas que lutam pela vida depois de inalarem grande quantidade da fumaça tóxica, Luana não teve tempo nem de velar o corpo da pequena Ana Clara. A tragédia só não foi pior porque um quarto filho de Luana não foi para a creche nessa quinta-feira porque estava com conjutivite.

Juan Pablo Cruz dos Santos

Juan Pablo
Juan Pablo

 

Renan Nicolas dos Santos Silva

Renan
Renan

 

Damião Soares dos Santos, o autor d crime:

O assassino da creche
O assassino da creche

 

Damião Soares dos Santos, não levantava suspeitas acerca de sua personalidade. Ele trabalhava como vigia da creche e fazendo sorvetes e picolés, era querido pelas crianças da cidade. Nessa quinta-feira (5), no momento em que o vigia entrou na creche, ele estava com um pote de sorvete cheio de gasolina, que jogou no próprio corpo e nas crianças antes de atear fogo em si e abraçar os pequenos.

O delegado regional de Janaúba, Bruno Fernandes Barbosa, disse que, mesmo com as investigações mostrando que o crime foi premeditado.

 

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