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Coluna do Pe. Ezequiel Dal Pozzo – A felicidade como um instante

Coluna do Pe. Ezequiel Dal Pozzo – A felicidade como um instante

Alcançar a felicidade é o nosso desejo. O coração humano deseja ser feliz. Se pensarmos o que significa ter uma vida bem sucedida, facilmente alcançamos unanimidade. Mas quando perguntamos: o que é ser feliz? Ali a resposta é muito mais difícil. Não queremos e não aceitamos respostas prontas. Embora vivamos momentos felizes, a pergunta que quer resposta é: como conseguir uma felicidade duradoura? Será somente uma questão de postura ou de estilo de vida ou das circunstâncias que envolvem a cada um?

                Felicidade significa estar bem consigo mesmo e de acordo consigo mesmo. Mas, a felicidade absoluta, como muitos imaginam, está vedada a nós seres humanos. Não há possibilidade de sermos plenos, completos, enquanto estamos nesse mundo. Embora tenhamos momentos felizes, ou instantes que queremos que se prolonguem no tempo, logo depois sentimos novamente a falta, a insuficiência. Por isso, a felicidade completa, como nos dizem os teólogos, só é possível no céu, quando não haverá mais necessidade nenhuma. Estaremos plenos diante de Deus. Dali a palavra plenitude. A nossa vida aberta e completa na vida de Deus.

                Mas estamos vivos e queremos viver bem a nossa vida. Vale, portanto, fazer valer a pena o instante que somos. A felicidade neste instante não pode ser agarrada. Não conseguimos segurá-la de tal forma a possuí-la, não a deixando escapar das mãos. Ela será sempre atacada.  Embora possamos ter momentos de felicidade plena, momentos que não queremos que passem, logo depois podemos novamente nos sentir dilacerados. Então, mais uma vez, nos sentimos incompletos. De novo habita a falta daquela realidade, ou daquela pessoa, ou daquele ambiente que nos proporcionou um momento forte de felicidade. Ainda, pode vir uma notícia que nos desagradou, perdemos algo, uma doença atingiu alguém que amamos, então já perdemos aquela felicidade que queríamos que fosse permanente. A felicidade, diante disso, é assumir a vida como ela é. Viver aquele estado, aquela situação, conviver com aquilo que se apresenta, sem ilusões, sem desespero e na confiança de que a vida é tudo isso. Um filósofo da antiguidade dizia: “não te esforce para que as coisas aconteçam como desejas, mas deseja os acontecimentos como acontecem e terás uma vida feliz”. Ou seja, precisamos viver a situação que se apresenta e dentro dela encontrar motivos para dizer: eu sou feliz, vivo feliz, apesar de tudo.

Padre Ezequiel Dal Pozzo é sacerdote da Diocese de Caxias do Sul (RS). Cantor e compositor, lidera o Projeto Despertai para o Amor, de evangelização através da música e dos meios de comunicação. Já lançou 5 CDS e 1 DVD e roda o Brasil com shows musicais, palestras, missas e pregações. Apresenta diariamente a reflexão Despertai para o Amor em mais de 140 rádios de 19 Estados do Brasil e o programa semanal Despertai para o Amor na TV Evangelizar e na TV Nazaré. É editor da Revista Despertai para o amor de circulação trimestral e autor do livro“Beber na fonte do amor: como a misericórdia humaniza e traz verdadeira alegria”(Edições Loyola).

 

Padre Ezequiel Dal Pozzo
Padre Ezequiel Dal Pozzo

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