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Brasil tem o 2º caso de cura da raiva humana da sua história

Brasil tem o 2º caso de cura da raiva humana da sua história

O Ministério da Saúde confirmou a cura de um adolescente de 14 anos que contraiu raiva humana no Amazonas. O caso de sobrevivência é o segundo já registrado no Brasil. O outro foi em 2008, no Estado de Pernambuco.

Mateus Castro continuará em tratamento por causa das sequelas
Mateus Castro continuará em tratamento por causa das sequelas

 

No restante do mundo, existem relatos de apenas mais três outros casos de cura: dois nos Estados Unidos, em 2004 e 2011, respectivamente, e um outro na Colômbia, em 2008. Este último faleceu por outras causas associadas após a cura.

Segundo o ministério, o caso registrado no Amazonas teve o mesmo protocolo de atendimento usado na cura do paciente de Pernambuco. O adolescente Mateus Castro foi submetido ao protocolo de Milwaukee, com uso dos medicamentos Biopterina e Amantadina.

No entanto, a pasta informou que ainda não recebeu todos os relatórios neurológicos do jovem amazonense, “de modo que não há como avaliar ainda quais as condições e prognóstico de recuperação”.

Dois irmãos de Mateus morreram em decorrência de raiva humana no ano passado. Os três contraíram a doença após ataque de morcegos na zona rural de Barcelos, município a 401 Km de Manaus.

Segundo disse ao portal G1 o infectologista Antônio Magela, da Fundação de Medicina Tropical (FMT), a diferença de Mateus para os irmãos pode ter sido a internação precoce, logo após o aparecimento dos primeiros sintomas.

Mateus vai continuar em tratamento por pelo menos mais quatro meses. Ele terá uma equipe multidisciplinar de reabilitação para tratar as sequelas motoras e na fala provocadas pela doença.

O jovem deu entrada na Fundação de Medicina no dia 2 de dezembro, com sintomas de febre e formigamento nas mãos, e saiu da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) na última segunda-feira.

A raiva é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus que acomete mamíferos, inclusive o homem, e é transmitida principalmente por meio da mordida de animais infectados. Em 2017, foram cinco casos, sendo um em Pernambuco, um em Tocantins, um na Bahia e três no Amazonas.

Normalmente, os acometidos por raiva podem ser protegidos profilaticamente, quando tomam vacina e soro logo após o incidente que teria ocasionado a transmissão do vírus. Mas, quando esse sistema não é bem aplicado, a doença se desenvolve, causando inflamações no cérebro e na medula. Quando isso acontece, a regra geral é que o paciente não sobrevive.

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