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Norte de Minas – AMAMS entra na luta para barrar entrada de banana importada do Equador

Norte de Minas – AMAMS entra na luta para barrar entrada de banana importada do Equador

Foi realizada uma reunião na tarde desta terça (24/01) na sede da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene – AMAMS, que foi coordenada pelo presidente da AMAMS e Prefeito de Bonito de Minas, José Reis e o ex-secretário nacional de Comércio Exterior, Welber Barral, com intuito de se buscar alguma solução para barrar  a chegada da banana vinda do Equador, que compromete de imediato, mais de 100 mil empregos diretos e outros 200 mil indiretos, conforme alerta feito pela Associação dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), através dos seus diretores Vicente de Paula, Ivonete Pereira e Rodolfo Rebello. Eles explicaram que além do risco de trazer novas pragas, que comprometem a atividade, ainda trarão o produto com preço mais baixo, praticando o “dumping”, para inviabilizar a produçã ;o de banana no Brasil.

Norte de Minas - AMAMS entra na luta para barrar entrada de banana importada do Equador
Norte de Minas – AMAMS entra na luta para barrar entrada de banana importada do Equador

 

Na reunião ficaram definidas algumas estratégias: a AMAMS ficará responsável pela mobilização política, junto ao Ministério da Agricultura, para tentar mudar a decisão tomada no dia 6 de dezembro, que permite a entrada da banana do Equador no Brasil. Outra ação será tomada através da via administrativa, onde as entidades dos produtores de banana entrarão com pedido para ser reconsiderada a medida concedida e alertando sobre a nova praga que essa banana poderá trazer. Por fim, via judicial, para impedir que a banana do Equador entre no Brasil. O problema é que um cargueiro saiu do Equador a 15 dias e deverá chegar ao Brasil em uma semana, descarregando a mercadoria no Porto de Santos.

O especialista Welber Barral mostrou as dificuldades de resolver esse caso pela via administrativa ou judicial, pois é uma decisão que  dependerá de decisões técnicas e que o Brasil esbarra nas negociações bilaterais com o pais vizinho. Ainda mais que a banana que entrará no país é de pequena monta em relação à produção nacional, mas causará forte impacto devido ao preço baixo e a consequente inviabilização da cultura no Brasil.

O produtor Rodolfo Rebello citou que atualmente são 20 mil hectares plantados no Norte de Minas, que geram 100 mil empregos diretos e mais 200 mil indiretos, movimentando a economia regional em R$ 500 milhões. Alertou ainda que na verdade a entrada da banana do Equador abrirá uma janela, onde outros países da América Central, como Costa Rica e Panamá, poderão aproveitar a abertura para também vender a produção no Brasil. Será realizada um ato em Brasília, denominado de “bananaço”, para chamar a atenção do Governo para o caso.

O presidente da AMAMS, José Reis, prevê que a chegada dessa banana vinda do Equador, poderá ocasionar um caos para o Norte de Minas, inviabilizando a produção da banana e gerando desemprego em massa e, por isso, os esforços para mobilizar os deputados e senadores para reverter essa situação. Ele lembrou que meses atrás ocorreu uma mobilização para resolver a situação do canal do projeto Gorutuba, que comprometia a produção da banana e agora veio esse risco da banana do Equador. Ivonete Pereira, gerente da Abanorte, mostrou que desde 2012 a banana prata do Norte de Minas tem certificação internacional e boa aceitação na Europa, mas agora todos produtores estão temerosos.

A importação de vegetais ou de partes de seus produtos, em nível comercial, passíveis de abrigar pragas, é realizada sob determinadas condições que levam em conta a Análise de Risco de Pragas-ARP.   A Abanorte vê com muita preocupação esta medida tomada pelo Governo pois a existência do BBrMV ou o Vírus do Mosaico das Brácteas é uma ameaça real e segundo relatos, nas Filipinas chegou a comprometer 40% da produção de bananas. Desta forma  a sugestão é a realização de um novo estudo que inclua, além o Vírus do Mosaico das Brácteas – BBrMV, também a Raça 4 Tropical (T4R) do fungo Fusarium oxysporum f.sp. cubense, que, apesar de não existir no Equador, representa atualmente a maior ameaça à bananicultura mundial e já est&aa cute; presente na Ásia, Oriente Médio e África, com quem o Equador estabelece estreitas relações comerciais.

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