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Adilson Cardoso
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Coluna do Adilson Cardoso – Wagner Black

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Coluna do Adilson Cardoso – Wagner Black

Realizando um sonho de conhecer o Rio de Janeiro, após ser premiado no “Legal Cap” Wagner Black passeava pela Praia de Copacabana, com o celular ligado fazia vídeo das bundas expostas naquela imensidão de areia. De repente um alvoroço, aquela moça linda, apavorada com os seios nus fugia do rapaz musculoso de corpo tatuado.

— Socorro! Estuprador! – Gritava ela mergulhando na multidão de curiosos.

Black de olho nos peitos da menina, projetou uma ginga desengonçada de capoeira, tentando intimidar o perseguidor que repetia insistentemente não ser o algoz, mas sim vitima daquela golpista. Por medo, não das pernadas, sim da euforia do povo que se preparava para comprar a briga da moça, resolveu fugiu dali. Wagner Black é uma figura lendária da cidade de Montes Claros no Norte de Minas Gerais, toca rock alternativo e pretende ganhar um bilhão de dólares com um processo que move contra a internet, por ela ter sido responsável pela sua falência na venda de livros usados e revistas pornográficas. Mesmo depois de acalmar-se a moça continuava com os seios nus, Black de celular ligado enviava fotos para: Odair, Djalma, Miltim Capeta, Irineu Calixto, Tonim boquinha e Chico Bronha. Era uma garota sarada, dava gosto de olhar, cabelos descoloridos, olhos cativantes, pernas torneadas e bunda empinada, só era estranho uma tatuagem de palhaço na coxa (Em Montes Claros a pessoa pode trabalhar em circo, mas se tiver tatuagem de palhaço é detida todas as vezes que for parada pela policia). Ziel Tobinha catador de latinhas é um exemplo. Vinha do mercado central e parou numa blitz na praça de esportes.

— Então você tem uma tatuagem de palhaço né? – Frisou o policial.

— Tenho sim, mas sou filho do Palhaço Botãozinho!

— Toma! Botãozinho é o caralho! – Berrou o policial estalando uma tapa na orelha do rapaz.

Alguns quarteirões depois:

— Parado ai! – Disse o policial.

— Pois não policial, fiz alguma coisa depois da tapa que você deu na minha orelha?

— Então você fez uma tatuagem de palhaço em homenagem ao botãozinho né?

— Sim, botãozinho era o meu pai!

— Toma! Vê se sossega seu botãozinho senão vai se dar mal seu matador de policia!

Ziel tomou outra tapa na orelha, rodopiou feito peão, a viatura ainda estava parada quando ele apanhou a maior pedra que tinha se soltado de um passeio mal feito, jogou com tanta força que vidros estilhaçaram, um dos policiais se feriu na testa. Desceram atirando, quando descarregaram a arma pousaram para foto ao lado do corpo. No jornal dizia: Bandido que matava policiais é morto em troca de tiros.

— Fui com a sua cara! Parece ser amor á primeira vista! – Disse a moça olhando nos olhos de Black.

— Eu também fui com a cara da vossa senhoria! – Disse ele ainda olhando para os peitos dela.

— Meu nome é Débora Seco sou aquela atriz da televisão! E você?

— Eu não! – Disse Black enfeitiçado com aqueles peitos.

— Não entendi! – Falou a moça.

— Ah desculpa! Eu sou cantor de rock!

— Nossa eu fujo tanto de namorar famosos, mas sempre me aparece um, acho que é sina não é? Por isso foi amor á primeira vista!

Wagner Black tinha um cartão de credito e pouco mais de cinco mil reais no banco, era parte do prêmio que havia ganhado. Pediu que ela o convidasse para algum lugar onde pudessem ficar a vontade.  A linda, meiga e mega atriz Débora Seco, o convidara para uma festinha no Morro do Vidigal.

— Posso te apresentar como meu namorado?

— Sim, mas não quero que nos fotografem juntos para revistas famosas, não que eu seja casado, é coisa de contrato, sabe como é né, sou musico famoso, tenho direito de imagens.

Enquanto andavam na orla da praia, passou um carro esporte com teto solar e buzinou, Débora acenou com a mão e pediu carona. Apresentou o sujeito que estava de camiseta regata e sunga, seu nome era Dino.

— Dino este é Wagner Black, ele é cantor famoso lá em Montes Claros. Estou apaixonada com ele. – Disse lhe estalando um beijo no rosto. O dono do carro fazia cara de riso olhando de lado.

Foram quase vinte minutos de êxtase, o Rio de Janeiro era mais lindo que na canção do Ben Jo, ás casas na subida do morro parecia dependuradas num fio invisível, era gente de todos os tipos, ouvia se samba, funk, mulheres gritando, fogos de artifícios explodindo no céu e crianças correndo com armas na mão.  A casa era no alto do morro, havia rumores de gente em quartos fechados, Débora e Black se trancaram em um, ela arrancou toda roupa, era mais linda que a Débora Seco que ele via nas revistas. Queria beijar, sentir o cheiro da periquita de uma atriz, seus olhos viraram, “a dona está realmente apaixonada”, pensava ele. Ela fazia poses de televisão, ele nem se lembrava de para que lado ficava Montes Claros, Mulher, filhos, a cadelinha e a gata, que se exploda Minas Gerais. Mas antes que Débora se abrisse plenamente para o ato cabal, o que abriu foi a porta, aquele rapaz lá da praia que a perseguia, entrou com uma Pistola na mão acompanhada pelo motorista do carro.

— Só quero o cartão e a senha. Se disser uma letra a mais, vou te assar no pneu!

Black não disse nada. Morrer no Pneu não estava nos seus planos. Entregou tudo, até um canudo com notas de cem que escondia no anus como aprendera no filme de “Papilon”.  Débora Seco havia sumido ao lado daquele que chamava de estuprador na praia e do motorista de sunga. Apareceu um sujeito com uma metralhadora atravessada no peito, era magro e muito alto, mas tinha cara de garoto, sua cara parecia familiar. Fumava um baseado imenso, coisa de vinte centímetros e um dedo de espessura, Black se lembrou de Batoré.

— Qual teu nome vacilão?

— Wagner Black!

— Que nome zuado da porra! Como é que tu veio parar aqui?

O papo fluiu, o sujeito era filho de pai mineiro e tinha vontade de conhecer Uberlândia, por sorte Black havia passado um tempo por lá, contava o que sabia o que já ouvira sobre a cidade forte do Triangulo Mineiro, de repente já não estavam mais em condição de refém e vigia. Tomavam whisque e ouviam MC Catra. Quando dois helicópteros da Policia Militar sobrevoaram a casa, pouco depois derrubaram a porta. O sujeito abriu fogo contra os policiais, que revidaram imediatamente, em poucos segundos o que era gente restava apenas fragmentos de peles com ossos em vários lugares. Black estava escondido sem fala e todo urinado em baixo da cama, após alguns socos nos rins foi levado para o presídio de segurança máxima de Campo Grande, era a primeira vez que andava de avião, uma hora e trinta minutos de voo.

— Então Mané, a casa já caiu, seus parças vazaram! Cê vai falar a que facção pertence ou quer que te joguemos com qualquer uma? – Perguntou um agente mascarado em frente á entrada para as celas, ele tinha um enorme porrete nas mãos. Do lado de dentro ouvia-se gritos de uma mulher. 

— Wagner, Wagner, quê que é isso! Está fazendo xixi em mim? – Esbravejou a esposa o empurrando fora da cama.

Black se levantou assustado procurando pelos policiais, ao ver que se tratava de um sonho abriu uma enorme gargalhada.

 

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Vanfall Chegou a Montes Claros !!!

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