Últimas Notícias
Turbo Pesquisa - CLIQUE AQUI PARA MIAS INFORMAÇÕES
Inicio » Minas Gerais » Minas Gerais é o 3º estado brasileiro com mais lixões

Minas Gerais é o 3º estado brasileiro com mais lixões

Minas Gerais é o 3º estado brasileiro com mais lixões

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional o dispositivo do novo Código Florestal que trata a gestão de resíduos como um serviço de “utilidade pública” e “interesse social”, decisão que pode inviabilizar a implantação de novos aterros sanitários no país e fomentar o surgimento de novos lixões à céu aberto, gerando um retrocesso nos avanços dos últimos anos.

Minas Gerais é o 3º estado brasileiro com mais lixões
Minas Gerais é o 3º estado brasileiro com mais lixões

 

No Brasil, são geradas quase 80 milhões de toneladas de resíduos por ano, sendo que mais de 40% desse total vai para lixões ou estruturas irregulares, que poluem e comprometem áreas de proteção ambiental. Apesar de todo o esforço feito a partir da Política Nacional de Resíduos Sólidos (2010), que estabelecia o fim dos lixões até 2014, o Brasil ainda tem cerca de três mil vazadouros ilegais e apenas 679 aterros sanitários regularizados. Minas Geraisvive uma situação crítica: o estado é o 3º na lista de estados com mais lixões/vazadouros – 246 no total –, ficando atrás da Bahia e do Maranhão. Atualmente, 35,1% do total de resíduos – o que corresponde a aproximadamente 6,1 mil toneladas por dia – são destinados incorretamente, impactando 4,9 milhões de mineiros.

A decisão do STF cria problemas para a destinação adequada dos resíduos – inviabilizando, especialmente, a construção de novos aterros sanitários. Desde então, diversos grupos têm se articulado para que a medida seja revista. Até a decisão final, processos de licenciamento de novos aterros no país estão paralisadosA produção de lixo, no entanto, não para.

Para falar desse assunto de extrema importância, gostaria de sugerir uma entrevista com Carlos Rossin, especialista em sustentabilidade e coordenador de diversos estudos sobre resíduos sólidos. Ele é formado em Engenharia Civil pela Universidade de Maryland (EUA), foi Diretor de Sustentabilidade da PwC e Conselheiro do Pacto Global da ONU em São Paulo.

Abaixo, seguem alguns dados complementares:

  • Calcula-se que 40% dos resíduos gerados no planeta são destinados inadequadamente. No Brasil, essa disposição inadequada acarretará em custos ambientais e de saúde entre U$ 3,25 e 4,65 bilhões para o período de 2016 a 2021. Estima-se que só o Sistema Único de Saúde (SUS) gaste, anualmente, cerca de R$ 1,5 bilhão com doenças causadas pela falta de destinação e de tratamento correto dos resíduos sólidos (International Solid Waste Association – ISW).
  • Dos 5.568 municípios brasileiros, 3.326 ainda descartam seus resíduos incorretamente, e, por ano, 41% das 79 milhões de toneladas de resíduos produzidos vão para vazadouros a céu aberto (Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2015 – Abrelpe).
  • Cerca de 17 milhões de brasileiros não dispõe sequer dos serviços de coleta de resíduos, o que equivale à população da Holanda (SNIS 2015).

Aviso

  • • Nossos editores/colunistas estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto e esperamos que as conversas nos comentários de artigos do JORNAL MONTES CLAROS sejam respeitosas e construtivas.
  • • Os espaços de comentários em nossos artigos são destinados a discussões, debates sobre o tema e críticas de ideias, não as pessoas por trás delas. Ataques pessoais não serão tolerados de maneira nenhuma e nos damos ao direito de ocultar/excluir qualquer comentário ofensivo, difamatório, preconceituoso, calunioso ou de alguma forma prejudicial a terceiros, assim como textos de caráter promocional e comentários anônimos (sem nome completo e/ou e-mail válido)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *