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Coluna do Adilson Cardoso – 13ª Mostra de Cinema de Ouro Preto

Coluna do Adilson Cardoso – 13ª Mostra de Cinema de Ouro Preto

Vanguarda tropical: cinema e outras artes” é o foco da Temática Histórica da 13a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto. De 13 a 18 de junho, na cidade mineira,  cinéfilos, pesquisadores e visitantes poderão conferir a exibição de filmes marcados pelo trânsito entre manifestações artísticas e as influências do tropicalismo. A programação da CineOP conta ainda com debates, encontros e discussões sobre o cinema brasileiro e com homenagem à atriz Maria Gladys. O propósito é levar ao evento filmes longas e curtas-metragens, debates, encontros e discussões que convidem o público a compreender as relações do cinema brasileiro com seu passado a partir das imbricações com variadas outras formas de expressão. A curadoria da Temática Histórica, um dos eixos da CineOP, está a cargo de Francis Vogner dos Reis e Lila Foster.“A proposta deste ano surgiu a partir de um conjunto de filmes e de cineastas que trabalharam no entrecruzamento do cinema com outras artes, numa perspectiva estética muito marcada pelo experimentalismo e por produções que não se restringiram, na sua circulação, ao campo do cinema”, define Lila Foster. No contexto da época, entre os anos 1960 e 1980, músicos, artistas plásticos e escritores se aventuraram na criação de imagens e sons de maneiras singulares e completamente fora dos padrões e do mercado audiovisual. Sem compromissos comerciais e com o sentimento maior de extrapolação expressiva, nomes como Jorge Mautner, Hélio Oiticica, Sérgio Ricardo, Torquato Neto e tantos mais pegaram em câmeras e fizeram filmes até hoje únicos e surpreendentes. A programação vai apresentar e discutir este rico movimento da cultura cinematográfica brasileira, que se desenvolveu em um momento obscuro da vida política e social do país – o regime militar e a implantação do Ato Institucional N° 5 (AI-5) em 1968. Neste contexto que se insere a homenagem à atriz Maria Gladys, cuja imagem e presença foi destaque do Cinema Novo e cinema marginal nos anos 1960 e 1970. “Temos o trabalho de músicos que se valem do cinema, como é o caso de O Demiurgo, de Jorge Mautner, filmado no exílio. Tem ainda a presença de artistas visuais que passaram a utilizar o cinema como forma de expressão artística, caso de Nelson Leirner, com Homenagem a Steinberg; Iole de Freitas, com Light Works; e Anna Maria Maiolino, com X,dentre outros”, enumera a curadora, Lila Foster. A maior parte dos títulos a serem exibidos na 13ª CineOP foram filmados como reação ao cenário político da época. “Esses trabalhos serviam de resistência ao regime militar e como proposição de novas corporalidades na tela. São filmes performáticos, dissonantes e de intensa provocação”, diz Foster.Francis Vogner, outro curador da Temática Histórica, lembra que o ano de 2018 marca cinco décadas do lançamento de Tropicália, o disco que reuniu os músicos Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé aos poetas Capinam e Torquato Neto e ao maestro Rogério Duprat. “É uma data paradigmática para a radicalidade na arte brasileira, com forte intervenção em seu próprio tempo histórico e proposições formais até então inéditas”. O tropicalismo torna-se a grande referência artística brasileira, e o cinema o acompanha com a presença maciça de criadores de várias áreas e de nomes que se legitimaram através do próprio audiovisual, como Rogério Sganzerla e Julio Bressane. A ideia de Vanguarda Tropical presente na proposição da Temática Histórica na CineOP aparece ainda na retomada do antropofagismo do escritor Oswald Andrade (1890-1954), ícone do modernismo dos anos 1920 que se torna a grande referência de toda a geração tropicalista. “Com a participação de concretistas e neoconcretistas, de pintores e de escritores, entre outros, o cinema se torna o espaço de trânsito entre todas as artes que eram produzidas no período”, diz Francis.

 

Adilson Cardoso
Adilson Cardoso

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