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Coluna da Jerusia Arruda – Abrindo a caixa preta

Coluna da Jerusia Arruda – Abrindo a caixa preta

ABRINDO A CAIXA PRETA

A seis dias do primeiro turno das eleições presidenciais, o juiz Sergio Moro retirou o sigilo de parte da delação premiada feita pelo ex-ministro Antonio Palocci no dia 13 de abril de 2018, no processo da Operação Lava Jato, tornando públicos os primeiros trechos do acordo. Ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Palocci disse em sua delação que a campanha eleitoral de 2014, em que Dilma Rousseff foi reeleita, custou R$ 800 milhões (mais que o dobro do valor oficialmente declarado) e que a maior parte disso era dinheiro ilícito. O ex-ministro petista afirmou também que estima que das cerca de mil medidas provisórias editadas nos mandatos de Lula e Dilma, em pelo menos 900 houve cobrança de propina.

ACORDO

Com o acordo de delação, ex-ministro Antonio Palocci pode ter redução de até dois terços da sua pena. Ele está preso desde setembro de 2016 na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, condenado a 12 anos e dois meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Moro incluiu as informações delatadas por Palocci na ação penal do Instituto Lula. A defesa do ex-presidente Lula acusou Moro de agir com “nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados”.

CONVENIENTE

Durante seminário sobre os 30 anos da Constituição Federal de 1988, na segunda-feira (1º), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Tóffoli, disse que devido às características ocorridas na época, ele classifica a ação dos militares em 1964 como “movimento” e não mais como “golpe ou revolução”. Segundo ele, integrantes da direita e da esquerda tiveram responsabilidade ao se retirar “por conveniência” e deixar que os militares ficassem no poder. De acordo como o ministro, “os militares foram um instrumento de intervenção, e se algum erro cometeram, foi que resolveram ficar (no governo).

SARAMPO

O Brasil pode perder o certificado de eliminação do sarampo concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde. O alerta foi feito pela assessora regional de Imunizações da entidade, durante um evento realizado no Rio de Janeiro. O país tem até fevereiro de 2019 para reverter os surtos de sarampo registrados em diversas áreas do país, sob pena de perder o certificado. Dados do Ministério da Saúde mostram que já foram confirmados 1.766 casos de sarampo, quase todos nos Estados do Amazonas e Roraima. Há ainda, quase 8 mil casos em investigação em ambos os estados, além de casos isolados em outras regiões.

 

 

Jerusia Arruda
Jerusia Arruda