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Editor de economia da revista IstoÉ Dinheiro esteve em Montes Claros, “Colocar a casa em ordem é o primeiro passo do próximo governo” disse

Editor de economia da revista IstoÉ Dinheiro esteve em Montes Claros, “Colocar a casa em ordem é o primeiro passo do próximo governo” disse

Luís Artur Nogueira, editor de economia da revista IstoÉ Dinheiro esteve em Montes Claros, nesta segunda-feira, 15 de outubro,  para falar sobre os rumos da economia nos próximos anos. Em janeiro de 2018, teremos um novo presidente, seja qual for a legenda partidária, o empresário precisa estar atento para a retomada do crescimento no país. A palestra foi bem interativa e impactou empresários e convidados durante o lançamento do empreendimento Nápoles, da Construtora Turano.

Luís Artur Nogueira, editor de economia da revista IstoÉ Dinheiro esteve em Montes Claros
Luís Artur Nogueira, editor de economia da revista IstoÉ Dinheiro esteve em Montes Claros

 

“Somente a retomada do crescimento econômico será capaz de gerar as condições fiscais para que o novo governo implemente suas propostas. Não adianta nada ter soluções fantásticas que demandem mais gastos públicos se o Estado está tecnicamente quebrado. Nenhum avanço significativo será obtido nas questões básicas se o País continuar gerando déficits primários acima de R$ 100 bilhões ao ano. Colocar a casa em ordem é o primeiro passo do próximo governo, seja ele de esquerda, de centro ou de direita”, afirma Nogueira.

Neste contexto, o futuro presidente necessitará de uma agenda econômica responsável, crível e com credibilidade, sem a qual os investimentos privados não sairão do papel. Logo no início do mandato, medidas polêmicas e supostamente impopulares terão de ser tomadas como a reforma da Previdência Social, a privatização de estatais e a abertura comercial.

O Brasil precisa de mais setor privado e de menos setor público. Isso não significa acabar com os programas sociais; deve-se, inclusive, aprimorá-los e ampliá-los, criando uma porta de saída para que as pessoas prosperem na vida. Os brasileiros mais carentes precisam ter as condições para que, um dia, possam bater no peito com orgulho e dizer que não necessitam mais da mesada do governo.

Temos como exemplo a China, um país favorável à globalização que chegou a crescer 10% nos últimos anos e atualmente está na margem de 6% ao ano. Na receita de bolo, investimento em infraestrutura, que sustenta toda uma cadeia de geração de renda a partir da construção civil.  Os chineses adotaram um modelo voltado para a exportação de produtos com custo benefício menor graças à mão de obra barata e controle de câmbio. Além de contar com 1 bilhão de pessoas como consumidoras.

De volta à análise do Brasil, precisamos ampliar o cardápio de exportações, porém a questão política é um entrave. Em 2018, o índice ficou entre  1 a 1,5% e para 2019, a margem de crescimento deve ficar em  2% e talvez na próxima década, entre  2 a 4%. O país está com uma demanda reprimida no consumo de bens e serviços, que pede a retomada do crédito, mais investimento em infraestrutura e educação em longo prazo.

O próximo presidente terá a missão de fazer a reforma política, previdenciária e tributária. Investir em infraestrutura, manutenção do teto de gastos, enxugar o Estado, reduzir benefícios fiscais, colocar o BNDS focado em infraestrutura, nos agronegócios e em pequenas microempresas. Conceder mais autonomia ao Banco Central, ampliar acordos comerciais em nível  internacional.

 Sobre as oportunidades no setor imobiliário, o novo teto para compra com recursos do FGTS está em  1,5 milhão de reais e os juros estão  em queda na ponta da cadeia produtiva. Esta retomada da economia vai valorizar o imóvel, então esta é a hora de comprar e investir. Pois, daqui há 4 anos a curva vai estar lá em cima e quem investiu agora estará melhor que outros que investirem naquele momento.

O economista conclui: “acredito no Brasil, este país é maior que qualquer governo. O empresário cansou de esperar o poder público, ele olha para dentro e busca soluções pra vencer a crise”.

Por Nágila Almeida

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