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Coluna do Hesiodo José – Fragmentos Diários (aumento e também invento)

Coluna do Hesiodo José – Fragmentos Diários (aumento e também invento)

Inutilidades Públicas
Minha mulher deu para Tarcisio Meira
O Bar era o tradicional “Sabuguta” do espanhol brasileirado, Sancho Pança. Cidade de Bocaiúva no Norte de Minas Gerais, final dos anos 80. Casa cheia, a gritaria se propagava no vento e a rua toda se agitava.
— Tem comemoração no Sabuguta! – Falou o Pedreiro em cima do andaime. — Vou dar uma chegada lá, quem sabe tem gole de graça! – Se assanhou o entregador de gás numa rua paralela.
Mizifaldo de Maria Taioba era o dono da festa, estava na porta sem camisa, barriga exposta e avantajada, peluda de umbigo saliente, segurava um litro de Conhaque e virava constantemente.
— Pode entrar amigo, hoje você é meu convidado! Quem paga a conta sou eu! – Falou com a voz embargada batendo no ombro do rapaz de bigode grande parecido com o cantor Belchior. — Opa! Seu repórter pode entrar se quiser me entrevistar estou às ordens caso queira bochechar uma eu pago! – Disse ao bicheiro que entrava com sua caneta atrás da orelha e um bloco de folhas na mão. — Sou repórter não meu patrão! Faço uns joguinhos de bicho para salvar o pão de cada dia, mas se quiser pagar uma eu aceito! – Ponderou o bicheiro olhando firme para Mizifaldo.
Sabuguta adorava surrupiar um gole, quando via que o festeiro passava de Bagdá, já abria a cerveja e colocava primeiro no seu copo. Até cigarro estava fumando para anotar na conta do alegre esposo de Maria Taioba. As musicas eram variadas, começaram com as antigas marchinhas de carnaval, passaram as românticas da Década Explosiva e já estavam no Funk de Mc Katra. Quando o litro de Conhaque não tinha mais nenhuma gota, Mizifaldo pediu que baixasse o som, educadamente com o dedo indicador levantado queria discursar. E todos gritaram “Discurso, discurso!” “Mizifaldo é o cara!”. Mas ninguém sabia qual era o verdadeiro motivo da comemoração, suspeitavam de que ele poderia ter ganhado na Megasena, outros ouviram dizer que fora uma grande herança de um Tio milionário, informaram em cochichos que lhes disseram se tratar de um exportador de Chã de Hortelã. Ao ver o silêncio concebido ele começou;
— Agradeço a Deus por este momento de grande triunfo a nível nacional. Obrigado aos meus parentes, amigos inseparáveis e até aos meus inimigos que hoje me olham com respeito. Demorou, mas chegou o meu dia! Posso dizer que minha família e a rede Globo hoje estão mais próximos que o cú e os ovos! – Concluiu respirando fundo. A platéia inquieta se falava interiormente. “Deixe de rodeios e fala logo”. — Vocês sabem que Tarcisio Meira está em Montes Claros participando de filme, pois é, eu e minha esposa fomos vender Corante no Mercado Municipal e ele estava lá, minha mulher é fã incondicional dele. Quando se abraçaram eu senti que havia uma química entre os dois, conhecendo ela e sabendo da sua gana por conseguir aquilo que quer, deixei os dois sozinhos e o dinheiro do ônibus para ela voltar para Bocaiúva. – Pausa para respirar veio lágrimas. — Já eram 22 horas quando o motorista particular de Tarcisio Meira deixou minha mulher em casa. Vocês não acreditam, é difícil de acreditar, mas Tarcisio Meira comeu a minha esposa! É mole? Para quem não acredita eu tenho aqui no celular os dois pelados em um Motel de Montes Claros! Uhuuuu! Chupa seus recalcados! Aqui é Mizifaldo véi!
Riso da Hora
Fica assim, amanhã tem mais…

 

Hesiodo José
Hesiodo José

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