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Acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, ex-governador de Minas, Pimentel vira réu

Acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, ex-governador de Minas, Pimentel vira réu

MG – O ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) está enrascado com a Justiça. Isto porque, nesta quarta-feira (27), a juíza da 32ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, Luzia Divina, aceitou a denúncia e abriu uma ação contra ele e mais quatro pessoas, onde o ex-governador é acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro em benefício próprio na disputa das eleições de 2014. A decisão foi publicada nesta quarta no Diário da Justiça do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais.

Acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, ex-governador de Minas, Pimentel vira réu
Acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, ex-governador de Minas, Pimentel vira réu

 

Esta é uma das três ações contra Pimentel que tramitavam no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas que retornaram ao TRE-MG após a perda do foro privilegiado pelo ex-governador.

Dos cinco réus, três terão audiência para tentar a suspensão do processo, conforme o tribunal mineiro. Já Pimentel e Benedito Rodrigues, o Bené, não têm esse direito, pois as penas ultrapassam um ano, uma vez que ambos são acusados de tráfico de influência (dois a cinco anos de reclusão) e lavagem de dinheiro (três a dez anos).

De acordo com a denúncia, Fernando Pimentel é investigado por tráfico de influência e lavagem de dinheiro para fins eleitorais. Os crimes teriam sido cometidos enquanto o petista ocupava o cargo de ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, no governo de Dilma Rousseff (PT), entre 2011 e 2014.

A atuação de Pimentel no ministério foi alvo da operação Acrônimo, deflagrada em 29 de maio de 2015, pela Polícia Federal. Segundo o delator Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, que era operador do esquema, ele fazia a ponte entre Pimentel e a empresa do grupo JHSF, que tinha como objetivo controlar um aeroporto do interior de São Paulo. De acordo com Bené, foram repassados R$ 4,225 milhões do grupo para o PT, como se fossem doações para campanhas eleitorais.

Para burlar as contas prestadas à Justiça Eleitoral, notas fiscais foram alteradas e os gastos fictícios foram relacionados a pesquisas eleitorais. Marco Antônio Estellita de Salvo Coimbra, Márcio Hiram Guimarães e Auriemo Neto teria falsificado as notas. O vice-procurador Geral da República pediu a suspensão do processo contra os três, sendo que Auriemo fechou acordo para doar R$ 1 milhão ao Hospital do Câncer de Barretos. Já a juíza rejeitou as defesas preliminares apresentadas.

A audiência que avaliará as suspensões ocorrerão no dia 10 de abril e os acusados terão dez dias para apresentarem manifestação de defesa a partir da data de publicação da decisão.

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