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Coluna do Pe. Ezequiel Dal Pozzo – O perdão me liberta do poder negativo do outro sobre mim

Coluna do Pe. Ezequiel Dal Pozzo – O perdão me liberta do poder negativo do outro sobre mim

A reconciliação é uma realidade que indica a possibilidade de um novo entendimento com a pessoa que me feriu. O perdão me liberta da energia negativa dessa pessoa. Se eu não perdoar, quem me feriu continua tendo força sobre mim, sobre meus pensamentos e emoções. Nesse sentido, o perdão é libertador. Se eu disser: “eu não perdoo aquela pessoa”, então, ela ainda está me ferindo, porque a carrego nos pensamentos. Nisso eu estou autorizando a pessoa a continuar tendo uma carga negativa sobre mim.

Dizendo que eu não vou perdoar e que quero ver essa pessoa pagando o que fez, eu estou dando poder à outra pessoa sobre mim. E claro, eu não quero dar esse poder a pessoa que me feriu. Por isso, preciso largar a pessoa e o ferimento. Não vou carregá-la em meus pensamentos sentindo raiva dela, querendo que pague o que fez. Essa lógica de largar, de perdoar, de deixar a outra pessoa viver, não é comum numa mentalidade “olho por olho, dente por dente”.

Quando perdoo, eu me liberto do poder negativo que o outro tem sobre mim. O perdão é, por isso, algo de Deus. Não perdoar é manter viva a relação conflituosa e a maldade. A maldade sempre vai ferir o coração, produzir dor. E nós não queremos a dor. Por isso, além de uma atitude amorosa e de Deus, perdoar significa um ato de inteligência, de sabedoria. Eu ganho perdoando. Se não perdoar a ferida permanece viva. Continuo mexendo nessa ferida e ela dói. O perdão é a libertação do poder da outra pessoa, eu entrego a ferida, eu a deixo para ela, livro-me disso, solto as amarras que sempre me fazem girar em torno da ferida. O perdão faz parte da higiene da alma e ele é sempre possível mesmo que aconteça após um longo e doloroso processo.

O processo é mais uma palavra importante dentro disso. A vida é um dia depois do outro. Ela é processo. Os ferimentos profundos não conseguem ser perdoados de um dia pro outro. É preciso assumir o processo, que pode ser lento. Pode ser que eu demore um mês, um ano, dois ou mais, para perdoar. O que não posso, e não é inteligente, é dizer que eu não vou perdoar. Claro, perdão significa também manter uma distância salutar com a pessoa que me feriu. Pode ser um amigo, alguém da família, colega de trabalho ou outra pessoa. Por isso, o perdão é uma realidade que acontece dentro de mim. Eu me liberto, eu me livro daquilo que a pessoa me fez e assim a outra já não tem o poder destruidor sobre mim.

Padre Ezequiel Dal Pozzo é sacerdote da Diocese de Caxias do Sul (RS). Cantor e compositor, lidera o Projeto Despertai para o Amor, de evangelização através da música e dos meios de comunicação. Já lançou 5 CDS e 1 DVD e roda o Brasil com shows musicais, palestras, missas e pregações. Apresenta diariamente a reflexão Despertai para o Amor em mais de 140 rádios de 19 Estados do Brasil e o programa semanal Despertai para o Amor na TV Evangelizar e na TV Nazaré. É editor da Revista Despertai para o amor de circulação trimestral e autor do livro“Beber na fonte do amor: como a misericórdia humaniza e traz verdadeira alegria”(Edições Loyola).

 

Padre Ezequiel Dal Pozzo
Padre Ezequiel Dal Pozzo

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