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Montes Claros – A crise econômica e os impactos sociais em Montes Claros

Montes Claros – A crise econômica e os impactos sociais em Montes Claros

Montes Claros – Audiência Pública realizada na manhã desta quinta-feira da Câmara Municipal discutiu a crise econômica e os impactos sociais em Montes Claros. Para o vereador propositor da audiência, Daniel Dias (PC do B), foi uma oportunidade de debater e buscar meios para driblar e também cobrar do Executivo ações eficazes no combate ao desemprego e mais auxílio às famílias carentes.

Montes Claros - A crise econômica e os impactos sociais em Montes Claros
Montes Claros – A crise econômica e os impactos sociais em Montes Claros

 

O economista e professor da Unimontes, Marcos Fábio, foi o contraditório do evento. Com gráficos apresentou números do PIB, justificando porque entre 2015 e 2016 foi registrada a maior recessão da história do Brasil, o que equivale a crise de 1930, considerada a maior do século XX: “estamos recuperando 2017, 2018: 1.1, este ano a gente vai ficar 1.2, 1.5. A crise econômica foi extremamente profunda e isso reflete na crise social. A gente vinha melhorando até 2012 e dali pra frente disparou o desemprego. Nada pior para a classe trabalhadora do que não ter renda para sustentar sua família. Nós estamos numa situação pior do que a grande repressão dos anos 30. E a recuperação desse problema está extremamente lenta. Montes Claros, dentro do contexto nacional está relativamente bem, porque está tendo emprego e renda com uma série de obras”, destacou o economista que apresentou outro número: Montes Claros desempregou 25 mil e empregou 23 mil, mas a cidade está aumentando o número de pessoas com carteira assinada. Um indicador importante, de acordo com Marcos Fábio, que fez questão de ressaltar que política social tem que ser desenvolvida com produtividade, e lembrou:

“O Brasil está em crise, o mundo não. Os chineses estiveram visitando nossa cidade. O PIB deles cresceu 41 vezes. Eles ganhavam salário miserável de 50 dólares, hoje ganham mil e quinhentos dólares por mês. O Chile tinha uma renda menor que a do Brasil, hoje os Chilenos ganham o dobro do brasileiro. Isso, porque eles aceitaram a política em cima de aumento de produtividade e eficiência”, destacou o economista e professor.

O secretário Aurindo Ribeiro ressaltou que assim como vários municípios, Montes Claros precisa do apoio do Estado e União e que mesmo sem muito recurso, tenta fazer o melhor. Informou que a Secretaria de Desenvolvimento Social está conseguindo desenvolver os projetos já existentes enxugando o quadro de funcionários: “assumimos a Secretaria com 1.400 funcionários, hoje com 511 conseguimos desenvolver o mesmo trabalho. Para tentar canalizar o recurso para o social, conseguimos, por exemplo igualar os salários dos profissionais que desenvolvem a mesma função”, disse o secretário.
Aurindo falou sobre um importante benefício pago no mês de agosto, o Bolsa Família, que destinou um milhão 982 mil reais à14 mil 883 famílias.

O Presidente da Comissão Pastoral da Terra Alexandre Gonçalves, criticou as grandes indústrias que estão impactando negativamente o meio ambiente. Lembrou as tragédias de Mariana e Brumadinho e alertou para a possibilidade da construção de barragem de rejeitos em Grão Mogol.

Carine Guedes, representante da Frente Brasil Popular do Norte de Minas, alertou sobre a necessidade do município investir mais nos projetos sociais. Ela criticou a falta de medicamento nos postos e o não investimento na área cultural.

O representante do Conselho Regional de Serviço Social 6ª Seccional Montes Claros, Leonardo Prates, lembrou a PEC de 2016 que congelou os gastos públicos por 20 anos, deixando ainda mais delicada a situação econômica nas áreas de assistência social, educação e saúde: “Isso tirou ainda mais o direto do brasileiro, garantindo na constituição de 1988”, Ressaltou.

Prates lembrou que a cidade vive um momento difícil. Hoje com pelo menos 700 pessoas em situação de rua e por isso, a necessidade urgente de um abrigo em pleno funcionamento.

Os representantes de movimentos sociais e sindicatos que também participaram da audiência cobraram agilidade na construção e funcionamento do abrigo municipal. Pediram também mais apoio e assistência à saúde mental, um cuidado especial com os moradores de rua, além da volta do restaurante popular.

De acordo com Daniel Dias, a audiência cumpriu com o objetivo: “Um momento para ouvirmos tanto o povo quanto as autoridades sobre os assuntos que interessam toda a cidade. Esperamos ter, em breve, retorno dos questionamentos e cobranças feitos nesta audiência. O abrigo está há oito meses em construção, queremos a volta do restaurante popular, mais eficiência no atendimento psicológico, social e o fornecimento de medicamentos. Estas são algumas das demandas levantadas que serão encaminhas aos secretários, destacou Daniel”.

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