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Coluna do Edson Andrade – No princípio o homem criou Deus

Coluna do Edson Andrade – No princípio o homem criou Deus

Em Gênesis 1.1 a revelação: “No princípio criou Deus os céus e a terra.” No auge de sua criação, apenas pela palavra insculpida pela fé no livro, “Deus fez o homem.” Mas a criação do humano equívoco se deu do pó da terra e do sopro de Deus em suas narinas. Em seguida, para perpetuar a arrogância do ser, atribuíram-lhe semelhança ao Criador, mas dotaram-no de hipocrisia, prepotência, belicismo, algum arrojo, inteligência e desperdício de neurônios em causas injustas e inúteis.

A teoria sustentada no Criacionismo (fundamentada na fé religiosa) impõe que a humanidade, a vida, a terra e o universo foram criados por um agente sobrenatural onipotente, onisciente e onipresente em contraposição ao Evolucionismo, sobremaneira apresentada ao mundo, no Século XIX (1859 – “Sobre a Origem das Espécies”), e notadamente fundamentada no biólogo britânico Charles Robert Darwin (1809-1882). A propósito e atualizando o tema, o Papa Francisco, modos de contemporização, afirmou que o “evolucionismo e a Teoria do Big Bang são linhas de pensamento corretas e que não entram em conflito com o catolicismo.” Religião e Ciência, Fé e Razão, onde a linha limítrofe do fanatismo polarizado?

Tudo na vida humana parece imanente ao senso de equilíbrio. Todavia, o behaviorismo da raça (andar ereto e nariz à frente de sua realidade) não confirma um comportamento afeito à racionalidade. Em consequência, vivemos os píncaros horários de nosso proverbial equívoco e descontrole para, não raro, nos tornarmos antagonistas useiros das melhores intenções e planejamentos, quer sejam supedaneados na religião, quer sejam fundamentados na ciência.

Traduzindo as intenções do texto, cronologicamente, faz-se necessária a estupefação diante da cultura nacional concernente ao excesso de inocência. Os olhos revirados – por vezes semicerrados – as palavras repetidas exaustivamente ao atribuir a um ser Deus toda a onipotência, os gestos previsíveis e o vocabulário limitado desenham nossos vizinhos em seu ufanismo religioso. Por lado outro, o parco universo científico do país pessimamente conduzido, a ignorância acadêmica e o sonho de um Nobel improvável perfazem nosso ambiente. Mas ainda impera um senso improvável e indefinido de agnosticismo, algumas poucas e corajosas confissões de ateísmo para, no âmbito do temor da vingança divina, termos justificativa de razoável reserva e necessária cautela.

Os mais moderados ponderam que a religião sustenta a vida em sociedade. Os mais exaltados – uns bem poucos, é verdade – vociferam contra Deus, mas não sustentam posições. E afinal, a qual corrente filosófica nos filiarmos? Ao Criacionismo de Gênesis, ou ao Evolucionismo de Darwin? Na dúvida atroz, milhões fazem sua genuflexão diária e pedem aos céus uma reserva paradisíaca cinco estrelas.

O autor é escritor, professor, jornalista, radialista e advogado.

 

Edson Andrade
Edson Andrade

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