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Coluna do Edson Andrade – A psicanálise e a sexualidade humana

Coluna do Edson Andrade – A psicanálise e a sexualidade humana

Embora seja uma prática biológica essencial ao viver humano desde os primórdios dos tempos no Planeta Terra, a sexualidade não perdeu, até o século vigente, os mantos, os tabus, distorções e preconceitos. Para Freud, todo o comportamento dos seres homo sapiens se vê revestido desse apelo libidinal, com fortíssimos reflexos na psique e no behaviorismo. O próprio criador da Psicanálise contribuiu para a propagação – viralização, diríamos, hodiernamente – de conceitos equivocados, como, por exemplo, que “o orgasmo clitoridiano feminino é imaturo e indesejável”.

Desde a cultura remota de que o sexo somente se prestaria à procriação até a descoberta de que não existe divindade na figura do Falo, o sexo se prestou a diversas conceituações até no universo científico. Como forma de prazer, sem culpa religiosa ou procedimental, ou ainda de compromisso mágico com a fertilidade, a exemplo da prática agrícola, a atividade sexual humana evoluiu para outros patamares e conduziu as sociedades a um comportamento da busca pura e simples do prazer físico baseado na junção de órgãos como o pênis e a vagina, resultando em coito pela busca do orgasmo.

Todavia, embora praticado amplamente entre iguais (homo) ou desiguais (hétero) até o comportamento sexual anômalo, a saber: pedofilia, sadomasoquismo, necrofilia, zoofilia, incesto, gerontofilia e outras formas de abordagem e prática, na visão de Sigmund Freud o conflito edipiano está longe de ser resolvido pelas vias normais e, por essa e outras razões, o tema tão caro ao ser humano encontra na Psicanálise um dos caminhos de sua resolução.

Concernente aos transtornos múltiplos da atividade sexual, temos que, na busca de tratamento – e nem sempre o agente terá consciência ou vontade suficientes para essa via – encontrar-se-á prognóstico desfavorável, exceto se fatores favoráveis o possibilitarem, a saber: idade de início precoce dos transtornos, frequência elevada do comportamento, ausência de culpa ou vergonha e, dentre outros, a prática associada ao uso de drogas. E que o agente queira a cura.

Ao largo de causas orgânicas em que o tratamento multidisciplinar se fará necessário, a Psicanálise será, não raro, protagonista na busca das raízes de tais transtornos sexuais que infelicitam o humano ser. E Freud sempre nos ensinará que, a despeito das correntes contrárias ao seu pensamento e estudos profundíssimos do inconsciente humano, tal perquirição de feição científica encontrará respostas na infância, no temor à castração. De toda a compreensão do complexo tema, resta uma lição primordial: na vida de casais com duradoura convivência “a satisfação sexual é fator preponderante de harmonia.” Já a insatisfação “exacerba pequenos e grandes antagonismos.” A resposta do prazer sexual envolvente está no diálogo franco e aberto e no reconhecimento de que não existe o amante ideal.”

Edson Andrade
Edson Andrade

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