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Como comprar e vender criptomoedas?

Criadas em 2009, as criptomoedas contam com tecnologia avançada e são cada vez mais valorizadas pelo mercado. Veja como negociá-las

Desde sua criação, em 2009, as criptomoedas transformaram a maneira de fazer negociações virtuais. Em 2020, com a queda dos mercados, a moeda digital se tornou ainda mais valorizada — e esse mercado não aparenta uma provável queda por um bom tempo. Por isso, muitas pessoas viram nelas uma oportunidade de investimento.

Mas como comprar e vender criptomoedas? Assim como em qualquer investimento, é preciso entender bem como as transações são feitas. Conheça mais.

Criptoativo ou criptomoeda?

Antes de entender como uma transação funciona, é preciso conhecer as denominações mais vistas nesse tipo de negócio. Uma instituição especializada pode oferecer uma série de criptoativos e criptomoedas — mas eles não seriam o mesmo ativo?

Não. Criptomoedas sempre serão criptoativos, mas o contrário não é verdadeiro. Isso porque há diferentes tipos de criptoativos, como os tokens. São ativos digitais criptografados pela tecnologia blockchain, um livro-razão digital que registra transações e rastreia esses ativos.

Já as criptomoedas são moedas virtuais sem lastro financeiro oficial. Seu valor é estabelecido em protocolo de consenso utilizado pela rede e pelo peso que ela tem na sociedade. O bitcoin, por exemplo, foi a primeira criptomoeda desenvolvida e até hoje é a de maior impacto no mercado digital. Por isso, é também a mais cara.

Tipos de investimento em criptomoedas

Para começar a comprar e vender criptomoedas, o interessado precisa escolher meios específicos. Podem ser mais de um, claro, mas isso é mais recomendado depois de um tempo de experiência.

Entenda em quais tipos investir.

Corretora (exchange)

Uma das formas mais seguras para quem já tem experiência com investimentos no geral e estudou sobre criptomoedas é contar com o auxílio de uma corretora, aqui chamada de exchange.

Ela oferece um amplo portfólio de ativos para que o interessado possa escolher em qual (ou quais) investir, além de permitir a definição manual do aporte que será feito na transação. Por fim, a maioria também aceita transferências via Pix.

Geralmente, o usuário só precisa do RG e do aplicativo da exchange escolhida para começar a comprar e vender criptomoedas. Os ativos ficam na própria corretora, mas podem ser transferidos para onde o proprietário quiser, mediante o pagamento de uma taxa.

Bolsa

A tradicional bolsa de valores também trabalha com criptomoedas. Em abril, a bolsa brasileira anunciou o  HASH11, primeiro fundo de índice (ETF) de criptomoedas da América Latina. Embora seja bem restrito, principalmente quando comparado às bolsas internacionais, permite transações a partir de R$50.

Fundos de investimento

Os fundos de investimento são muito adequados para quem ainda não tem um amplo conhecimento sobre criptomoedas e criptoativos no geral. Essas instituições contam com profissionais especializados para tirar dúvidas dos iniciantes nesse tipo de transação. Além disso, há total segurança na custódia.

O interessante aqui é que o comprador não precisa escolher a fundo os ativos nos quais vai investir. Quando ele investe em uma cota, ele passa a decisão para um gestor ou índice preestabelecido.

A Comissão de Valores Imobiliários (CVM) estabeleceu que investidores comuns só podem acessar os fundos que alocam até 20% em criptoativos. Por isso mesmo, o valor de investimento costuma ser bem baixo, a partir de R$1.

Já quem tem mais experiência e é considerado investidor qualificado pode acessar fundos com 100% de investimento em criptoativos, que costumam exigir alto investimento (em média, R$ 5 mil), mas geram um retorno muito maior.

Peer-to-peer (P2P)

Diferentemente do que ocorre com as anteriores, na P2P não há um intermediário entre o comprador e o vendedor de criptomoedas. Tudo é feito entre as duas partes, com apenas a blockchain registrando a negociação. Para que tudo seja feito com segurança, ambas as partes precisam agir com cautela e fazer uma ampla pesquisa prévia.

Uma vantagem nesse tipo de negociação é que a aquisição das criptomoedas é muito mais rápida, já que elas não exigem ordem de compra, não ficam alocadas em uma intermediária, nem exigem taxas de retirada.

Por outro lado, o comprador que deseja diversificar seu portfólio terá que fazer diversas negociações em vez de, por exemplo, comprar uma cota com diferentes criptomoedas.

Exchanges descentralizadas (DEX)

São sistemas autônomos que utilizam contratos inteligentes para intermediar a negociação. Além de um amplo portfólio de criptoativos, o comprador também tem total privacidade nessa transação.

O lado negativo é que não há tanta segurança, pelo menos no momento. Um projeto pode ser rackeado ou o desenvolvedor pode aplicar um golpe e pegar o dinheiro da transação. Por fim, as taxas costumam ser maiores.