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Investimentos do tipo séries A, B e C

Você sabe o que são investimentos do tipo séries A, B e C? Descubra agora as principais características de cada um deles!

Um dos maiores desafios para as startups, sem dúvidas, é conseguir levantar investimentos para o negócio, principalmente quando estão no início de suas atividades. Por outro lado, startups mais consolidadas têm mais facilidade na captação de recursos — e é aqui que entram as rodadas dos investimentos dos tipos séries A, B e C. Você sabe como eles funcionam?

Antes de explicar cada um deles, é importante que você entenda que cada rodada acontece em momentos diferentes de maturidade do negócio. Logo, envolvem níveis de riscos, retornos e investimentos diferentes.

Para entender mais sobre cada uma dessas etapas, desenvolvemos este artigo para explicar as principais características de cada uma delas. Acompanhe!

O que são séries A, B e C?

Quando falamos em séries A, B e C, nos referimos a ciclos de financiamento de capital. Tais recursos são utilizados pelas startups para fazer com que a empresa cresça e se estabeleça no mercado como referência no seu segmento.

Uma startup precisa trazer uma nova ideia para os seus consumidores, e fugir das soluções comuns, mesmo que esse produto não tenha garantia que será rentável ou funcional.

Devido a isso, esse tipo de negócio precisa de investidores que acreditem no seu projeto e, assim, direcionem recursos para que ele possa ser executado — é nesse momento que entram os investimentos do tipo séries A, B e C. De acordo com o avanço da startup, os financiamentos são liberados por etapas.

Quais são suas principais características?

Conheça agora as principais características dos investimentos do tipo séries A, B e C para entender como cada uma funciona. Confira!

Série A
Os investimentos do tipo série A são destinados a startups que já têm bons indicadores de desempenho e uma receita consistente. Em suma, podemos dizer que a startup está começando a ganhar seu espaço no mercado. Ela está na fase de desenvolvimento, ou seja, o planejamento já foi colocado em prática e seus produtos já foram estudados.

Os investimentos na série A variam entre R$ 2 milhões e R$ 16 milhões. Tais recursos são destinados para lançar produtos em mercados diferentes, a fim de tornar o negócio mais lucrativo.

Série B
Os investimentos do tipo série B focam no crescimento da startup. Nesse momento, a empresa já provou sua capacidade de alcance no mercado e, principalmente, o seu valor.

Os valores investidos nessa série giram em torno de R$ 30 milhões a R$ 60 milhões. Tais recursos têm o objetivo de fazer com que a startup cresça de maneira sustentável, aumentando o volume de vendas, negociação, marketing, publicidade, níveis de oferta e demanda, aumento e capacitação de equipes, tecnologia, etc.

Série C
Por fim, temos os investimentos do tipo série C. Esse tipo de investimento é destinado para a expansão das startups, uma vez que elas já estão consolidadas no mercado e são consideradas bem-sucedidas.

Nesse caso, os recursos arrecadados são voltados para a expansão da empresa, tanto para mercados nacionais quanto para mercados internacionais, para o desenvolvimento de novos produtos e, se possível, para a aquisição de outros negócios, os quais, normalmente, aparecem como concorrentes.

Nesse momento, o objetivo é aumentar os lucros, tendo em vista que as empresas, nessa fase do negócio, são avaliadas em mais de R$ 120 milhões.

É importante destacar que a startup passa por duas fases antes de chegar aos investimentos do tipo séries A, B e C. São as chamadas pré-semente e semente. Na primeira, as ideias ainda são consideradas protótipos e recebem investimentos apenas dos seus fundadores ou de familiares e amigos próximos.

No segundo caso, a startup consegue captar investimentos de outras empresas, ou mesmo pessoas físicas investidoras, que são chamadas de investidores-anjo, podendo o financiamento chegar a R$ 6 milhões.