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Disputa dos Estaduais em 2022 pode definir futuro das competições no futebol brasileiro

Fonte: Unsplash

 

A maneira de pensar o futebol nacional está constante mudando, e a maior prova disso é a queda no público e na importância dos torneios estaduais. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Flamengo domina a disputa pelo título carioca com facilidade, e não vê benefícios financeiros na competição. Isso é algo que se repete em outros estados. Em 2022, essa indiferença no calendário do futebol brasileiro deve ser ainda maior, o que pode até mesmo definir o fim ou algumas mudanças drásticas nesses torneios regionais.

Essa nova visão dos torneios estaduais foi alvo de uma reportagem especial do site de da Betway. Ela mostrou que a queda no público e no faturamento coloca em dúvida a importância de algumas dessas competições. O Campeonato Carioca deixou de render cerca de R$ 18 milhões para cada um dos quatro maiores clubes do estado, Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo, e passou a pagar de receita R$ 24 milhões entre todos os 16 clubes na disputa pelo título. Uma mudança drástica que afetou a saúde financeira de quase todos.

No Campeonato Paulista, um dos mais competitivos do Brasil, a situação não é diferente. A reportagem relembra uma situação ocorrida em 2017, quando a equipe do Linense vendeu o mando de campo para o São Paulo. O motivo foi a ausência de torcedores nas partidas do time do interior, que viu uma forma de lucrar com uma partida que daria prejuízo para os cofres. Ou seja, a ideia de que os Estaduais conseguem juntar um bom público não é bem verdade, principalmente em confrontos de equipes menores.

Em 2022, esse pouco interesse de grandes equipes pelas competições regionais pode atingir o auge. O Flamengo já confirmou que vai disputar uma parte da competição com jogadores do Sub-20, algo que também será feito por Athlético Paranaense, Palmeiras, Internacional e outras equipes da Série A do Campeonato Brasileiro. Isso pode trazer grandes mudanças para essas competições, inclusive a possibilidade de extinção para que outras ideias ganhem espaço no calendário do futebol brasileiro.

Torneios maiores

Algumas soluções já estão começando a surgir, como é o caso da Copa do Nordeste e da Copa Verde. As duas competições reúnem equipes de várias regiões, e isso faz com que o torneio seja mais interessante. Além disso, a disputa fica mais equilibrada, pois o nível é mais elevado. Em conversa com o blog Betway Insider, o jornalista esportivo Celso Unzelte explicou .

Unzelte acredita que a questão financeira pesa muito, mas que a solução pode ser ampliar o torneio. Ele cita como exemplo o estado de Pernambuco, um lugar onde os torcedores são mais próximos dos times locais. Os torcedores têm a oportunidade de acompanhar não apenas o torneio local, mas também a Copa do Nordeste. Assim, o Sport pode enfrentar o Fortaleza, o Ceará, o Bahia e o Vitória, adversários mais complicados que o Íbis e que outras equipes menores do estado.

O futebol brasileiro está sempre passando por adaptações, e isso aconteceu no início dos anos 2000 quando os pontos corridos começaram a ganhar espaço no calendário. Uma nova mudança está acontecendo, e Celso Unzelte acredita que o futuro é de pouco espaço para a disputa de um Estadual, seja no Rio de Janeiro, em São Paulo ou em qualquer outra região. A dúvida que fica é como o futebol vai se adaptar a esse novo momento, principalmente pensando nos times menores que ainda dependem dessas competições menores.

Poucas soluções ainda

Um problema para ver o futuro é a falta de organização que existe no futebol nacional. Seja a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ou então as federações estaduais, é difícil ver algum destaque positivo em momentos de mudança. As principais críticas aos torneios atualmente, por exemplo, é a confusão que existe no calendário nacional. Em jogos da Seleção Brasileira, algumas competições não costumam parar, o que causa prejuízo para times com elencos melhores.

As disputas desta temporada prometem chamar a atenção por esses motivos, e não apenas pelos clássicos em campo. Está chegando o momento de decidir se o futebol brasileiro ainda tem espaço para os Estaduais, e 2022 pode ser o ponto inicial de grandes mudanças.