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IR Summit apresenta inovações e desafios para área de relações com investidores

São Paulo, SP 2/2/2022 – 85% dos sites de RI já possuem URL amigável e 60%, de acordo com a LGPD, disponibilizam aviso sobre cookies de armazenagem de informação.

MZ reuniu profissionais de grandes empresas de capital aberto

A MZ reuniu na última semana profissionais de RI de grandes empresas durante 3a edição do IR Summit. Realizado no estúdio da MZ e com transmissão online, o evento tratou de temas como tendências e novas ferramentas para o mercado. Já o cenário econômico brasileiro para 2022 foi analisado pela convidada especial Thais Heredia, jornalista da CNN. 

A mediação foi conduzida por PH Zabisky, CEO, Cássio Rufino, CFO e COO, e João Marin, sócio da MZ.

“A evolução da tecnologia no cotidiano do profissional de RI” foi o tema do painel de abertura. Cássio Rufino destacou dados de um levantamento feito pela empresa mostrando que 85% dos sites de RI já possuem URL amigável e 60%, de acordo com a LGPD, disponibilizam aviso sobre cookies de armazenagem de informação. Ainda segundo o estudo, 30% dos websites não utilizam mais scroll na primeira página.

Os números estão de acordo com as estratégias adotadas por Camila Francischelli, da Movida, para comunicação com os investidores. Ela explicou que cada vez mais a companhia se preocupa com a questão da acessibilidade no site, uma vez que a marca preza por tecnologia e inovação. Camila destacou a ferramenta “Movibot”, usada para interação e que registra três vezes mais acessos nos períodos de divulgação de resultados. Ela comentou ainda a funcionalidade da ferramenta de IRM.

“Na Movida usamos a tecnologia para fazer um Trending Topics com os principais assuntos comentados nas conferências. Esse material é muito importante para o nosso feedback interno”, avaliou. Alinhado à análise de Camila, Daniel Soraggi, da Estapar, chamou atenção ainda para a importância da comunicação visual. Em relação à ferramenta de IRM, ele explicou que consegue consultar o perfil dos participantes de uma reunião, traçar um roteiro e usar esses dados estrategicamente para ajudar a canalizar e organizar o trabalho de forma mais estratégica.

José Leoni, da CSU, lembra que a tecnologia ajuda a identificar as seções mais ou menos acessadas, priorizando assim o que de fato interessa ao visitante. Em relação ao conteúdo, ele aposta que “menos é mais. “O site é vivo e atualizado frequentemente, com informações ordenadas e na primeira página Quanto mais fácil conseguir navegar, melhor”, completou.

O segundo painel do dia abordou o tema “Métricas para mensurar a efetividade do Programa de RI”. Sérgio Serio Filho, da Totvs, abordou os desafios de encontrar as métricas mais relevantes, uma vez que, na sua opinião, não existe uma fórmula única. Ele ressaltou que é importante analisar o contexto do cenário, inclusive internamente, para adotar a métrica correta para medir o valor da empresa. “Mas, atenção para não confundir métrica com meta”, alertou.

Antonio Guimarães, da XP, diz que adotou recentemente o valuation relativo como métrica única por ser uma ferramenta simples de acompanhar. Já Fabio Costa, da Flytour, contou que costuma analisar o percentual de interação com os analistas e o quanto consegue converter para avaliar se vale a pena participar de todas as conferências.

O tópico sobre as principais tendências e desafios para o RI em 2022 foi um assunto para reflexão durante o evento. José Roberto Pacheco, da OdontoPrev, acredita que as companhias deveriam segmentar seus públicos. Para o setor de varejo, por exemplo, ele sugere uma mensagem mais objetiva, sem termos técnicos e em inglês, com explicações claras sobre o negócio. No caso dos analistas, a abordagem deveria incluir conversas mais técnicas e frequentes, considerando a capacidade de comparação com outros modelos e conhecimento de métricas de outros players do segmento. Para ele, o terceiro público – os acionistas – é o mais relevante. Ele ressaltou ainda a importância do feedback. Para José Roberto, um bom programa de RI tem uma base construída com seus pares.

“Esse é um processo que deve acontecer de forma proativa. Façam road shows internos conhecendo os seus negócios”, deixou a dica.

Daniela Breathauer, diretora de RI da Via, umas das empresas com maior base de pessoas físicas do mercado, contou como adotou medidas para simplificar a comunicação, tais como produção de vídeos explicativos divulgados junto com apresentações de fatos relevantes. Ela citou ainda ações para ampliar o relacionamento com os acionistas, como melhorias no site e realizações de lives. Renata Oliva, da Positivo Tecnologia, também destacou as novas estratégias de comunicação para acompanhar o crescimento de pessoas físicas. Com 40% de seus investidores como CPFs, a diretora avalia que a pandemia acelerou o processo de digitalização e o acesso a novas ferramentas para munir o RI.

O avanço da agenda ESG é outro tema que ganha espaço entre as companhias de capital aberto. Os participantes foram unânimes em afirmar que é preciso dar mais atenção a área, uma vez que os acionistas querem saber se as empresas se sustentam além dos indicadores financeiros. “Esse assunto sempre foi importante, mas atualmente os investidores têm dado mais relevância a ele, principalmente os fundos internacionais”, sinalizou Renata Oliva.

Cenário econômico

Também como foco no futuro, Thais Heredia, da CNN, traçou o cenário econômico de 2022. A especialista mostrou que é um momento difícil para tomar decisões em função de três pontos fundamentais. O primeiro está ligado a pandemia, no que se refere a tempo, intensidade e vacinação. É preciso levar em conta também a inflação, que se tornou um problema mundial e, por último, questões ligadas as eleições, tais como polarização, políticas econômicas e gastos públicos.

Por outro lado, para impulsionar a economia, ela acredita nos recursos do benefício governamental “Auxílio Brasil” nas exportações e no agronegócio em detrimento da indústria, e na retomada do emprego, mesmo que de maneira tímida. Ela citou ainda as oportunidades de investimento na área de infraestrutura. Já em relação a confiança, os empresários estão mais otimistas e os economistas pessimistas.

“Outra boa notícia é que o Brasil está pleiteando figurar no grupo de países mais desenvolvidos do mundo com a entrada na OCDE. Estamos avançados em várias frentes, mas temos gargalos como a reforma tributária. O país tem que reafirmar seu compromisso com outros valores, como a redução do desmatamento”, avaliou.

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