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Creator economy movimentou US$1,3 bilhão mundialmente

18/2/2022 – A receita mensal das assinaturas pode ser uma forma de garantir a saúde financeira do criador de conteúdo.

Estudo afirma que 77% da receita dos criadores de conteúdo vem de contratos com marcas; monetizar conteúdo de forma autônoma ainda é desafio

Podcasts, newsletters, canais do YouTube e outras mídias recentes democratizaram o acesso à informação na última década. Como resultado, o segmento de produção de conteúdo movimentou US$ 1,3 bilhão mundialmente, de acordo com pesquisa da CB Insights, plataforma de análise de negócios e banco de dados global.

A pesquisa, realizada em 2021, define a economia do criador de conteúdo (ou creator economy) como “negócios independentes realizados por indivíduos autônomos, que geram receita a partir de seus conhecimentos, habilidades e comunidades de fãs”.

Os lucros dos creators com o próprio conteúdo vêm de diversas formas, mas a principal ainda são acordos publicitários com marcas, que representam 77% da receita. Links afiliados e contribuições da comunidade de fãs (donates) representam 3% cada.

Otimizar as plataformas de monetização ainda é um desafio

O estudo do CB Insights aponta que o maior desafio da monetização de conteúdo está na adaptação das plataformas às necessidades desses microempreendedores. Por mais que apps como o TikTok e o Instagram sejam plataformas essenciais na divulgação dos conteúdos, não possuem um serviço bem estruturado para o creator coletar receita.

Diante desse problema, algumas movimentações já estão sendo feitas por meio de serviços de assinatura, que atualmente representam apenas 1% do lucro dos criadores de conteúdo. O próprio Instagram, do grupo Meta, já está testando o seu serviço de assinaturas nos EUA com 10 creators do país. Com o recurso, os criadores podem cobrar um valor entre US$ 0,99 a U$ 99,99 por mês por assinatura.

Já o Twitter lançou duas ferramentas que dialogam com essa realidade: o Twitter Blue, serviço de assinatura premium da rede social, e o Twitter Spaces, espaço onde é possível criar salas de áudio com ouvintes e hosts/co-hosts, em um esquema muito parecido com um programa de rádio ao vivo.

Para Thiago Lins, especialista em marketing digital e economia de recorrência, o pagamento recorrente é uma tendência que pode ajudar creators. “A receita mensal das assinaturas pode ser uma forma de garantir a saúde financeira do criador de conteúdo. Essa cobrança é inteligente, ágil e diminui a inadimplência do apoiador”, afirma Lins, diretor da plataforma e-commerce Robox, que trabalha com empresas no modelo de negócios por assinatura.

Essa modalidade de cobrança é comum na contratação de serviços contínuos, sendo popularizada por clubes de assinatura e plataformas de streaming. Na prática, o cliente autoriza a primeira cobrança e os débitos subsequentes são feitos dentro da periodicidade e com o valor combinado previamente. Porém, caso haja ajustes, o cliente é informado com antecedência.

Publishers podem se beneficiar da cobrança recorrente

Portais de notícias e publishers também são negócios que podem se beneficiar da cobrança recorrente. Uma prova disso são os números apresentados pelo Instituto Verificador de Comunicação (IVC), que apurou a circulação digital da Folha de S.Paulo, O Globo, O Estado de São Paulo e Valor Econômico entre 2019 e 2020.

Segundo o IVC, a Folha passou de 218.557 exemplares nos três primeiros meses de 2019 para 250.324 exemplares no início de 2020. Na segunda posição, O Globo viu sua circulação digital subir de 202.697 exemplares para uma média de 236.245 exemplares digitais.

O tema foi pauta no seminário “Previsões e tendências para o mercado editorial em 2022”, realizado pela Robox. Na ocasião, Demetrios dos Santos, convidado da Robox e head de operações da CartaCapital, alertou publishers sobre a importância de não “esconder” do usuário todo o conteúdo dos portais.

“Se todo conteúdo está encapsulado atrás de uma redoma de logins e senhas, o usuário não vai identificar o seu real valor. E se o leitor não vê, para ele esse valor não existe. Como é que eu vou sentir falta de algo que eu não sei o que é?”, alerta Dos Santos, que também é publisher na editora LiteraRUA.

No seminário, foram debatidas outras possibilidades de distribuir e monetizar conteúdo online. “Precisamos explorar melhor a versatilidade que o modelo de pagamento via Pix propicia. É algo que empresas precisam correr para dar acesso aos creators”, comentou Lins.

Para mais informações, basta acessar: https://materiais.robox.com.br/lp-webinar2022

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