Mercado de vinhos

Mercado de vinhos e acessórios é um dos que mais cresce nos últimos 3 anos

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Nos últimos anos, uma pesquisa feita pela empresa Ideal Consulting, mostrou que a venda de vinho em litros aumentou durante a pandemia.

Em 2019, a venda era de 383 milhões de litros, enquanto em 2020 o número saltou para 501,1 milhões. E, ainda que tenha tido uma pequena queda em 2021, com o consumo de 489,4 litros, não é visto como um retrocesso.

Mesmo porque, em relação aos anos anteriores, o número é muito mais superior e positivo. Fora isso, outro dado positivo é em relação ao consumo de vinhos no país, que subiu 18% no ano de 2020, de acordo com a Organização Internacional de Vinha e do Vinho.

Ou seja, passamos de 360 milhões de litros em 2019 para 430 milhões em 2020, o que é um aumento bem significativo.

Outro grande marco para esse mercado é a ampliação dos cursos de enologia por todo o país, o qual possibilitou uma oferta de conhecimento e informação que até então não existiam.

E isso gera uma evolução na melhora da qualidade dos vinhos, com informações técnico científicas, o desenvolve o nicho do turismo de vinho e acessórios, como taça de vinho branco cristal, decanter etc.

Enoturismo

Esse é um mercado que tem crescido bastante nos últimos anos que, por mais que tenha nascido de maneira informal, trata-se de um grande nicho.

Muitos agrônomos notaram uma grande diferença ao começar a plantar uvas e depois fazer vinho para, no fim, investir no enoturismo, haja vista que esse mercado é capaz de ser o responsável por uma grande parte do faturamento de uma família.

Mesmo porque esse é um mercado diverso, onde se pode oferecer diferentes atividades, como turismo rural, tour acompanhado por um enólogo, atividades de harmonização de vinhos e espumantes, piqueniques pelos jardins etc.

Inclusive, ainda que houvesse todas as restrições por conta da pandemia, o enoturismo não foi uma área tão afetada, haja vista que a vantagem está justamente em oferecer um espaço aberto, sem aglomeração.

Lojas de vinhos

Outro dado que aponta o crescimento do mercado do vinho diz respeito às lojas de vinhos, que cresceu bastante durante a pandemia em diversos locais.

Mesmo porque o tipo de vinho varia de acordo com as características de clima e do perfil dos consumidores locais. Em lugares mais quentes, é possível ter foco em vinhos mais refrescantes.

Fora isso, a venda também pode ser sazonal. A tendência é que as vendas desse produto aumentem durante o inverno. Agora, no verão, a tendência é que haja outras bebidas para competir com o vinho.

De acordo com uma pesquisa feita pela Ideal Consulting, os meses que geram mais vendas são entre junho a novembro.

Em junho, por exemplo, registrou-se o recorde de 55 milhões de litros vendidos. Além disso, investir em RH também é importante.

Mesmo porque ter um enólogo ou sommelier à disposição faz uma grande diferença. Em lojas, a oferta de outros atrativos, como degustação, acaba trazendo mais público.

Lojas virtuais

Assim como as lojas físicas receberam um destaque, as virtuais também. Em especial por conta da pandemia, diversos comércios se viram obrigados a migrar para essa modalidade.

No entanto, a tendência é que isso permaneça pelos próximos anos, haja vista que amplia as chances de venda.

Nos primeiros 15 dias da pandemia em 2020, nem todas as lojas físicas ou vinícolas tinham lojas online. Então, o setor sentiu uma queda nas vendas.

Para se recompor, se viram obrigadas a investir no e-commerce, o que catapultou de forma expressiva o número de vendas.

Em 2022

Para o ano de 2022, a tendência é que esse mercado continue crescendo, haja vista que muitas pessoas descobriram esse novo mundo.

Portanto, a aposta é aumentar tanto a quantidade quanto variedade de vinhos disponíveis, como as vendas de vinhos de uvas finas.

E, considerando a alta do dólar, o que dificulta a importação de produtos de fora, a tendência é o aumento de safras oriundas do Brasil.

No entanto, mesmo com essa dificuldade, a fatia do mercado que representa a venda de vinhos importados aumentou de 32% em 2019 para 34% em 2021, também de acordo com os dados da Ideal Consulting.

Porém, diversos especialistas apontam que os vinhos nacionais estão cada vez mais conquistando o seu espaço.

Mesmo porque, entre os anos de 2019 e 2021, a fatia do mercado que representa a venda de vinhos finos nacionais dobrou de 4% para 8%.

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