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Consumo de suplementos em 2026 prioriza eficácia e transparência
Consumo de suplementos em 2026 prioriza eficácia e transparência

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Creatina; multivitamínicos; proteínas, como whey protein; vitamina D; magnésio; ômega 3 e colágeno estão entre os suplementos mais consumidos no país, segundo um levantamento de tendências publicado pela Revista SuplementAção. Para o biênio 2026-2027, a publicação também aponta maior exigência dos consumidores por eficácia comprovada e transparência científica.

Esse movimento também pode ser visto em uma pesquisa da Mordor Intelligence. Segundo o levantamento, o mercado global de suplementos alimentares deve movimentar US$ 151,82 bilhões em 2026 e chegar a US$ 187,21 bilhões até 2031, com crescimento anual médio de 4,28% no período. Parte das transformações do setor, porém, também está relacionada à maior procura por transparência e ingredientes naturais.

Entre os mais jovens, essa atenção está direcionada aos detalhes da composição. A Mordor Intelligence observa que esse público tem examinado minuciosamente as listas de ingredientes e os processos de fabricação, impulsionando o movimento de rótulo limpo no setor de suplementos alimentares.

A tendência é que a decisão de compra seja acompanhada por uma investigação maior sobre o que há dentro do produto. Quem busca para que serve o ômega 3 TG, por exemplo, pode querer entender não só os possíveis benefícios do nutriente, mas também sua fórmula química, procedência, concentração e outras informações apresentadas pelo fabricante.

A procura por mais transparência e informações sobre a qualidade dos produtos também aparece em uma pesquisa da NielsenIQ (NIQ), relacionada com o consumidor de saúde e bem-estar. Em janeiro de 2026, um em cada quatro entrevistados já utilizava aplicativos que analisam produtos embalados a partir de informações, como qualidade nutricional e presença de aditivos, além de transformar os dados dos rótulos em avaliações mais simples.

A influência dessas consultas também chega à decisão de compra. De acordo com a NIQ, 87% dos entrevistados afirmaram que devolveriam um produto à prateleira caso um desses aplicativos apontasse ingredientes considerados de baixa qualidade ou indesejáveis.

Consulta à Anvisa ajuda a verificar a regularização dos suplementos

Além de comparar rótulos e pesquisar ingredientes, o consumidor brasileiro dispõe de uma fonte oficial para checar a situação dos suplementos comercializados no país e verificar se os produtos estão regularizados.

Em setembro de 2024, entraram em vigor a RDC 843/2024 e a IN 281/2024, que determinaram a notificação dos suplementos alimentares junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para os produtos abrangidos pelas regras de transição, o prazo de adequação terminou em 1º de setembro de 2026.

Com isso, os suplementos notificados podem ser consultados no portal da Agência. A pesquisa permite verificar informações relacionadas à regularização do produto e sua situação no sistema, criando mais uma possibilidade de checagem antes da compra.

Para alguém que pesquisa se a Bigens é confiável, por exemplo, uma das etapas pode ser procurar o suplemento pelo nome e pela marca na base da Anvisa. Essa consulta não responde, sozinha, por todos os critérios de confiança de uma empresa, mas permite conferir um dado objetivo: se aquele produto está regularizado junto ao órgão responsável pela vigilância sanitária.

Essa checagem pode ser complementada pela leitura do rótulo e das informações disponibilizadas pelo fabricante, como composição, quantidade dos nutrientes, recomendação de consumo e origem dos ingredientes.

Praticidade também influencia a rotina de suplementação

A busca por conveniência também tem influenciado a indústria de suplementos alimentares. A Mordor Intelligence aponta que o setor vem ampliando os formatos disponíveis, indo além de comprimidos e cápsulas para incluir gomas, shots líquidos e bebidas funcionais. A consultoria relaciona esse movimento à facilidade de consumo, ao sabor e à busca por melhor biodisponibilidade.

A praticidade também pode aparecer nas formulações que reúnem mais de um ingrediente em um mesmo produto. Quem pesquisa se pode tomar colágeno e creatina juntos, por exemplo, já encontra opções que combinam diferentes substâncias em uma única apresentação, uma possibilidade para quem busca reduzir o número de produtos consumidos ao longo do dia.

Isso pode ser útil principalmente para quem já inclui diferentes substâncias na rotina e busca formas mais simples de organizar o consumo. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a Neo Química, ouviu 1.408 pessoas de todas as regiões do Brasil e mostrou que 75% consumiam suplementos alimentares ou vitaminas. Entre os consumidores, a média era de quatro tipos diferentes.

Reunir ingredientes ou organizar o consumo de diferentes suplementos, porém, não elimina a necessidade de observar as recomendações de cada produto. Dosagens, necessidades individuais, condições de saúde e o uso de medicamentos devem ser considerados antes de incluir novas combinações na rotina.

Embalagem também reforça conveniência e transparência

A própria apresentação do suplemento pode ajudar a resolver questões que vão da sensibilidade ao preço e da confiança à conveniência do formato e à transparência dos ingredientes. É o que aponta a pesquisa Tetra Pak FSN Global Consumer, conduzida em parceria com a Ipsos e divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA).

O levantamento ouviu mais de 25 mil consumidores em 17 países em 2025 sobre hábitos e expectativas relacionados à categoria. Entre os entrevistados, 63% disseram consumir suplementos alimentares e produtos de nutrição “no estado em que se encontram”. Segundo o levantamento, esse comportamento favorece formatos de porção única e estáveis na prateleira, que podem atender à busca por maior conveniência.

Para o diretor de Marketing da Tetra Pak Brasil, Danilo Zorzan, a conveniência continua sendo uma expectativa básica dos consumidores. Segundo ele, esse cenário é uma chance para as marcas liderarem em formatos mais práticos e formulações inovadoras, que acompanhem as mudanças nas preferências do público.

“Ao combinar benefícios funcionais com apelo emocional e adaptar produtos às preferências locais, os proprietários de marcas podem construir conexões mais fortes com os consumidores, aumentar a fidelidade e desbloquear novas oportunidades de crescimento sustentável”, afirma Zorzan.

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