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Homem se mostra cansado em frente a um notebook

Quiet quitting: saiba mais sobre essa nova tendência

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O quiet quitting é um termo quente e muito recente que se popularizou nos últimos dias nas principais redes sociais, tanto no TikTok quanto no LinkedIn, e viralizou.

Mas o que de fato isso significa para organizações, gestores das empresas de diversos segmentos e líderes?

Neste artigo vamos esclarecer tudo o que você precisa saber sobre esse conceito cada vez mais em destaque no mercado, e como ele pode ser importante para uma empresa de administração de obras residenciais ou para um restaurante e padaria, por exemplo.

O que é quiet quitting, afinal?

Primeiro vamos esclarecer que a tradução literal não é o caso. Demissão silenciosa ou desistência silenciosa não tem nada a ver com a proposta do termo.

Na verdade, o termo significa realizar somente tarefas propostas a função na empresa, ou seja, não fazer nada além do que é obrigação fazer. Isso é algo que limita as tarefas profissionais àquelas definidas na descrição do trabalho.

Em outras palavras, “quiet quitting” é fazer o mínimo de trabalho possível, que surgiu como uma proposta para evitar o burnout, uma doença que está cada vez mais em evidência ultimamente devido às grandes exigências e cargas altas de trabalho.

Assim como um dispositivo de proteção contra surtos atmosféricos tem a função de detectar tensões nas redes elétricas provocadas por raios, o grande surto de burnout mostra que há uma tensão no mundo corporativo em relação às grandes demandas de trabalho.

Essas cargas de trabalho pesadas estão em vários setores, tanto em hospitais como em escritórios administrativos, o que tem sido balanceado por algumas empresas, que tentam dar uma carga menor, como numa empresa de instalação de ar condicionado industrial

Ou seja, visa evitar o esgotamento e não trabalhar mais do que o necessário, independentemente da função ou segmento de atuação.

No entanto, se por um lado a demissão em massa é sobre a saída do trabalho em si, criando escassez de mão de obra em inúmeros mercados, por outro lado o quiet quitting é sobre continuar trabalhando, mas buscando eliminar as tarefas.

No entanto, nem sempre abrir mão silenciosamente de algumas das tarefas atribuídas no ambiente de trabalho é uma solução sustentável para ambas as partes. Muito pelo contrário, pode acarretar em sérios problemas na estrutura organizacional.

Existem outras formas de conciliar os melhores interesses das empresas e dos indivíduos, como ter uma boa gestão.

Ou seja, as empresas devem começar a pensar fora da caixa e ir além de promover as obrigações como fornecer a ergonomia, os equipamentos de proteção individual, ou consultoria contra incêndio, por exemplo. Obviamente esses são fatores fundamentais.

No entanto, é preciso pensar também em estratégias que visam motivar os trabalhadores a “vestir a camisa da empresa”. Na verdade, quanto melhor for a gerência e a cultura organizacional da empresa, mais os funcionários estarão dispostos a se esforçar.

De onde veio essa palavra?

Sem dúvidas esse é um termo que traz uma importante reavaliação de empregos e carreiras, mas para entender por que esse conceito ganhou força, precisamos olhar para trás.

Uma vez que a pandemia atingiu a maioria das empresas, tanto organizações que realizam elaboração de projeto de spda quanto empresas de logística, por exemplo, tiveram que se reinventar e aprender a trabalhar de modo remoto.

Por causa disso (e da falta de preparo), as fronteiras entre a vida pessoal e profissional desapareceram, com isso o esgotamento, a depressão e a ansiedade aumentaram.

Apesar das vantagens e flexibilidade, desconectar-se do trabalho é sem dúvidas mais desafiador no modo remoto. Isso é algo de fato inquestionável.

Convenhamos, essa não é uma agenda nova, mas a linha invisível entre trabalho e casa contribui para o aumento do estresse e da sobrecarga de muitos profissionais.

É por isso que, como Benjamin Granger, psicólogo-chefe do local de trabalho da Qualtrics, afirmou veemente que em uma cultura de trabalho tóxica, deixar o emprego silenciosamente pode ser uma maneira de proteger sua saúde mental.

Além disso, vale destacar que essa tendência de demissões silenciosas ocorreu em meio às chamadas “grandes demissões” nos EUA, que começaram com os jovens compartilhando suas saídas nas mídias sociais durante a pandemia.

No Brasil, demissões recordes sugerem que profissionais altamente qualificados são os mais propensos a deixar seus empregos.

Segundo levantamento da Confederação da Indústria do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), 2,9 milhões de trabalhadores brasileiros pediram demissão entre janeiro e maio deste ano. Segundo dados do Caged, o maior de uma série iniciada em 2005.

Outro motivo para alertar os especialistas é o aumento dos casos de burnout.

Mais pessoas estão sofrendo de burnout relacionado ao trabalho, em diversos segmentos do mercado. Ou seja, tanto empresas e industria de climatizadores evaporativos, como em lojas de roupas, por exemplo.

É claro que o resultado desse quadro geral também é atribuído à quebra de fronteiras entre trabalho e vida pessoal, afetadas pelo trabalho remoto durante a pandemia de COVID-19, ou pelas grandes cargas de trabalho em farmácias e hospitais, por exemplo.

Como evitar quiet quitting em uma equipe?

Sem dúvidas, por mais que a prática do quiet quitting não seja a mais adequada, é algo que surgiu para mostrar que as empresas precisam se adaptar. Afinal, o mundo hoje precisa de organizações e líderes humanos que entendam os limites da saúde mental das pessoas.

Esse movimento, no entanto, é algo que preocupa em alguns aspectos. 

Pense, por exemplo, que alguém na sua equipe pode estar realizando essa prática. A questão é: o que isso diz sobre sua liderança? Sua organização e equipe têm espaço para falar sobre saúde mental e equilíbrio? É algo a se pensar, sem dúvidas!

É por isso que as conversas de carreira com a liderança nunca foram tão relevantes e urgentes.

O resumo da história é que a resignação silenciosa mostra que, por um lado, as pessoas não estão mais tão envolvidas nas relações de trabalho como antigamente. Elas estão cada vez mais priorizando a saúde mental, principalmente depois da pandemia.

Por outro lado, chama a atenção para o desenvolvimento pessoal, afinal não ir mais longe e se desafiar pode manter os profissionais em uma zona de conforto, que também não é uma boa solução.

Por isso que o maior desafio é encontrar um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal. Veja essas dicas para evitar que o quiet quitting ocorra na sua empresa. Confira:

Condições de trabalho adequadas

Isso pode parecer banal, mas a verdade é que os funcionários não se sentem motivados ou honrados quando não têm os materiais para trabalhar de forma eficaz. Isso inclui 

  • Instalações;
  • Meios de comunicação (como celulares e até tablets);
  • Computadores e laptops;
  • Sistemas eletrônicos de gestão e administração;
  • Aterramento spda;
  • Salários condizentes;
  • Condições de trânsito.

Esses e outros fatores são o que garantem um bom trabalho de um funcionário, o que dá a ele motivação, antes de mais nada, de exercer a sua profissão.

Atmosfera organizacional

Não há como motivar os funcionários em um ambiente ruim e desagradável, onde eles se sentem mal.

Portanto, se você – como empresário ou gestor – acha que o clima da empresa não é bom, deve iniciar imediatamente uma pesquisa de clima organizacional para entender bem por que os funcionários se sentem assim, e com isso promover soluções de remediação.

Essa é uma prática que contribui e muito com a melhoria do clima nas empresas.

Programa de recompensas

Novamente listamos outra medida que todos deveriam usar: recompensar os funcionários, especialmente os vendedores, pelo desempenho. Mas, curiosamente, muitas empresas não têm esse hábito ou fazem errado.

Além das tradicionais comissões de vendas, recompensas por atingimento de metas e bônus de desempenho anual, há incentivos pontuais mais interessantes, como viagens, eletrônicos e até carros, ótimos para motivar equipes.

Treinamento e qualificações

Como um funcionário pode ser motivado se não for devidamente treinado para desempenhar suas funções?

Os funcionários estão insatisfeitos com isso, e é preciso mostrar que a empresa se esforça para dotá-los do domínio técnico e teórico adequado de todas as condições para suas tarefas.

Promover programas de cursos de idiomas, treinamentos e cursos livres como curso de edificações e certificação de Cadri para funcionários de empresas de engenharia, por exemplo, são outras ótimas maneiras de motivar os funcionários.

Bons salários de mercado

Henry Ford já estabeleceu um conceito que inclui pagar os melhores salários para atrair e reter os melhores talentos.

Portanto, certifique-se de que seus funcionários estão sendo pagos o suficiente para manter o padrão de vida desejado. Sem isso, não há como motivar os funcionários.

Programa de benefícios

Os benefícios estão tão arraigados na cultura corporativa hoje em dia que os funcionários geralmente trocam de empresa por alguns benéficos a mais como bônus ou melhores planos de saúde.

Portanto, reavalie o programa de benefícios da sua empresa e confira se está adequado para as funções executadas pelos colaboradores.

Perspectiva de crescimento

Ninguém se sente motivado sem saber o que o futuro reserva. À medida que crescem na empresa, a incerteza sobre as perspectivas de melhorar suas vidas pode deixar os funcionários inquietos e insatisfeitos.

Mostre que aqueles que se destacarem poderão desenvolver suas carreiras dentro da organização.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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