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Profissões do futuro em tecnologia têm mercado de trabalho aberto

Déficit de profissionais reflete as novas tarefas e qualificações desejadas pelo mercado de trabalho 

A Quarta Revolução Industrial tem promovido a extinção, mas também o desenvolvimento de diversos postos de trabalho. As chamadas profissões do futuro são categorias que atendem às novas demandas tecnológicas das empresas, envolvendo especializações como: big data, inteligência artificial e computação em nuvem.

De acordo com relatório O Futuro do Trabalho 2023, da parceria entre o Fórum Econômico Mundial e a Fundação Dom Cabral, a chegada de novas tecnologias, as mudanças no perfil do consumidor e a transição verde fomentam o surgimento de novos formatos de trabalho.

Por outro lado, o aumento do custo de vida, a desaceleração do crescimento econômico e as tensões geopolíticas internacionais representam outra vertente: a extinção de vários postos de emprego, aponta o relatório. Esse cenário dúbio entre o crescimento de oportunidades e a queda de especialidades marcam o futuro próximo.

Pesquisa realizada pela empresa Cortex, ligada à área de inteligência de vendas, indica que quase 80 mil vagas relacionadas às “profissões do futuro” estão abertas nos quinze principais sites de oportunidade de emprego do Brasil. Esse número corresponde a cerca de 11% do total de vagas ofertadas no mês em análise. O mapeamento do relatório vasculhou 16 profissões que não ainda existiam ou possuíam baixa busca até dois anos atrás.

Dentre os cargos mais ofertados estão: desenvolvedor de back-end; desenvolvedor de front-end; engenheiro de software e desenvolvedor full-stack. As “profissões do futuro” exigem tarefas, responsabilidades e qualificações que não são asseguradas por grande parte do mercado de trabalho atualmente, tanto que há déficit de profissionais da tecnologia.

As revoluções nos formatos de trabalho acontecem há décadas e são impulsionados, justamente, pela chegada de novas tecnologias ou o desenvolvimento delas. Os datilógrafos, os lanterninhas de cinema e os vendedores de enciclopédias são profissões que já estiveram no auge de contratações, mas acabaram sendo extintas ou reinventadas, indica o portal Educa Mais Brasil.

Quais são as profissões do amanhã?

Autores de um relatório do Center for the Future of Work, direcionado pela Cognizant Technology Solutions, dizem que “o trabalho vai mudar no futuro, mas não vai sumir”. Além disso, eles definem que está havendo uma “disrupção” no mercado de trabalho ao redor do mundo. A pesquisa ainda elenca 21 profissões que vão estar no auge daqui a alguns anos.

Algumas delas destacam-se por serem inusitadas. O walker/talker, por exemplo, será um profissional autônomo com o papel de escutar, dar atenção e soluções para pessoas por meio de uma plataforma online. O relatório cita os idosos como os possíveis principais clientes dessa categoria.

Já o analista de cybercidade vai ficar responsável pela circulação de informações urbanas, como ocorrências de segurança pública ou de saúde, a partir de um sistema. Por outro lado, o chief trust officer terá a função de estabelecer transparência, responsabilidade e promover relações no mercado de criptomoedas.

Ainda no setor financeiro, o corretor de dados pessoais terá a missão de aumentar os ganhos de seu cliente nas bolsas de dados nacionais e internacionais, de modo a monitorar e comercializar as informações. O controlador de estradas não vai ficar restrito ao planejamento e à examinação de estradas terrestres, tendo em vista que as suas plataformas automatizadas de interligação artificial vão controlar também o tráfego aéreo, destaca o relatório.

O oficial de diversidade genética também é uma das profissionais do futuro. Ele vai ficar responsável pela organização e produtividade da inclusão genética aprimorada.

O relatório do centro de pesquisas também cita as seguintes profissões do futuro: detetive de dados; facilitador de TI; oficial de ética de sourcing; gestor de desenvolvimento de negócios de inteligência artificial; mestre de edge computing; conselheiro de compromisso de saúde; técnico de saúde assistida por inteligência artificial; diretor de portfólio genômico; gerente de equipe humanos-máquinas; coach de bem-estar financeiro; alfaiate digital e analista de quantum machine learning.

Todos esses cargos são previsões do relatório Center for the Future of Work e podem sofrer alterações conforme o desenvolvimento de tecnologias e funções de trabalho. De qualquer modo, o campo de vagas está se expandindo e exige qualificações específicas, que devem ser garantidas pelo profissional caso queira ser empregado.

Remuneração é vantagem

A remuneração de uma profissão do futuro, como o salário do analista de sistemas, deve ser outro ponto de interesse no mercado de trabalho, especialmente em um cenário de déficit de profissionais. Segundo relatório do Fórum Econômico Mundial, 86% das empresas entrevistadas vêm investindo em trabalhadores que consigam aproveitar e liderar oportunidades lucrativas ligadas às novas tecnologias.

A pesquisa ainda projeta que 23% das profissões existentes hoje vão passar por mudanças de perfil, ou seja, os tópicos do processo seletivo de trabalhadores de várias áreas vão sofrer alterações em seu escopo. Com isso, a adaptabilidade e o conhecimento amplo sobre tecnologia vão ser pontos-chave para a contratação de um profissional.

O FEM ainda lista algumas outras profissões que vão estar em alta no futuro: especialista em inteligência artificial e machine learning; analista de inteligência de negócio; especialista em sustentabilidade; cientista e analista de dados; engenheiro de robótica e eletrotecnologia; operador de equipamentos agrícolas; especialista em transformação digital.

As empresas estão cada vez mais responsáveis e interessadas em quesitos ambientais, sociais e também de governança, seguindo o modelo ESG. Esses tópicos estão ligados à transição verde, um ponto de impulsionamento para os novos modos de trabalho, segundo a pesquisa do FEM.